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Número de mortos por inundações no Himalaia se aproxima de 1,3 mil

Mais de 5,6 mil pessoas seguem desaparecidas no Nepal e na China

3 set 2026 - 12h02
(atualizado às 12h54)
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Resumo
O colapso de uma geleira no Himalaia provocou inundações e deslizamentos na fronteira entre o Nepal e a China, deixando ao menos 1.280 mortos e mais de 5,6 mil pessoas desaparecidas. A tragédia varreu assentamentos inteiros sob uma massa de gelo, água e detritos. Diante da catástrofe, o governo nepalês anunciou a criação de um sistema de alerta precoce com sensores sísmicos e satélites para monitorar a região e prevenir novos desastres.

O número de mortos nas inundações repentinas e nos deslizamentos que atingiram a fronteira entre Nepal e China no último dia 26 de agosto subiu para 1.280, enquanto mais de 5,6 mil pessoas seguem desaparecidas.

Ritual de despedida de vítima de inundações no Nepal
Ritual de despedida de vítima de inundações no Nepal
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com o balanço divulgado pela Agência Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres nepalesa (NDRRMA) na manhã desta quinta-feira (3), pelo menos 1.259 corpos foram recuperados pelos socorristas no país, enquanto 21 óbitos foram registrados no Tibete chinês.

Além disso, 5.083 pessoas estão desaparecidas no Nepal, incluindo quase 600 estrangeiros de mais de 30 países, sobretudo indianos, e 541, na China, totalizando 5.624.

A tragédia foi provocada pelo colapso de uma geleira no Himalaia, cordilheira que abriga os picos mais altos do planeta.

Enormes blocos de gelo se desprenderam e arrastaram uma massa de detritos, incluindo rochas, árvores, sedimentos e a água de lagos represados nas montanhas, varrendo do mapa assentamentos inteiros.

Devido à catástrofe, o governo nepalês pretende construir um sistema de alerta precoce para deslizamentos na fronteira com a China, por meio de sensores sísmicos, câmeras e monitoramento via satélite.

Inicialmente, os equipamentos serão instalados em Timure, um povoado no distrito de Rasuwa, ao longo do mesmo corredor fluvial atravessado pela enorme massa de lama, água e rochas em 26 de agosto.

A conexão via satélite VSAT deverá garantir a comunicação com as estações de monitoramento mesmo em caso de interrupções na rede móvel.

Ansa - Brasil
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