Resumo
Para enfrentar a elevação do nível do mar provocada pelas mudanças climáticas, a Coreia do Sul planeja construir a primeira cidade flutuante autossustentável do mundo, em Busan. Desenvolvido em parceria com o programa ONU-Habitat e a empresa Oceanix, o projeto inovador prevê plataformas oceânicas interconectadas com capacidade para produzir a própria energia, água potável e alimentos, criando uma infraestrutura resiliente a tempestades, inundações e desastres naturais costeiros.
Um projeto desenvolvido para Busan, na Coreia do Sul, propõe a criação de uma comunidade flutuante como alternativa para cidades costeiras ameaçadas pela elevação do nível do mar.
Foto: Divulgação Oceanix / Flipar
Um projeto desenvolvido para Busan, na Coreia do Sul, propõe a criação de uma comunidade flutuante como alternativa para cidades costeiras ameaçadas pela elevação do nível do mar.
Foto: Divulgação Oceanix / Flipar
Batizado de OCEANIX Busan, o protótipo foi projetado inicialmente para abrigar cerca de 12 mil moradores e visitantes em plataformas instaladas no mar.
Foto: Marufish wikimedia commons / Flipar
A comunidade será construída sobre grandes plataformas de concreto que flutuarão sobre a água. Um dos desafios do projeto é garantir a estabilidade das estruturas e, ao mesmo tempo, oferecer serviços essenciais de uma cidade, como energia, água, transporte e saneamento.
Foto: Divulgação Oceanix / Flipar
O projeto de Busan envolve a ONU-Habitat, programa das Nações Unidas voltado ao desenvolvimento urbano sustentável, a empresa OCEANIX e o escritório de arquitetura BIG (Bjarke Ingels Group). A iniciativa busca desenvolver comunidades flutuantes capazes de enfrentar desafios como a elevação do nível do mar. Deixar a frase
Foto: Divulgação Oceanix / Flipar
Especialistas alertam que a elevação do nível do mar nas próximas décadas poderá ampliar o risco de inundações em diversas regiões costeiras do planeta. Em cenários mais extremos, a subida pode ultrapassar um metro até 2100, ameaçando áreas densamente povoadas e importantes infraestruturas.
Foto: pexels / Flipar
Centenas de milhões de pessoas vivem em regiões vulneráveis à elevação do nível do mar, ameaça que persiste mesmo com a redução do aquecimento global. Em 2023, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o avanço dos oceanos poderá provocar deslocamentos em massa de populações costeiras ao longo das próximas décadas.
Foto: Smart World pexels / Flipar
Projeções da organização científica Climate Central mostram os possíveis impactos da elevação do nível do mar em cidades costeiras. Em um cenário de aquecimento global de 4°C, áreas do Rio de Janeiro, por exemplo, aparecem ameaçadas pela inundação no longo prazo. O avanço das águas projetado nesse cenário ocorreria ao longo de séculos.
Foto: Mario Roberto Duran Ortiz - wikimedia commons / Flipar
Países asiáticos estão entre os mais vulneráveis à elevação do nível do mar. China, Índia, Bangladesh, Vietnã e Indonésia possuem milhões de pessoas vivendo em áreas que podem ser ameaçadas pelas águas. O avanço do mar também pode transformar profundamente áreas urbanas e ecossistemas costeiros.
Foto: Shahriar Tonmoy pexels / Flipar
As consequências da elevação do nível do mar podem incluir perda de moradias e empregos, deslocamentos populacionais e agravamento da pobreza. O avanço das águas também favorece a erosão costeira e ameaça ecossistemas, com impactos sobre a biodiversidade e a segurança alimentar de diversas comunidades
Foto: Kelly Pexels / Flipar
Para reduzir os impactos, cidades costeiras podem adotar medidas como a construção de barreiras de proteção, a recuperação de manguezais e outras defesas naturais. Em áreas de maior risco, também pode ser necessária a transferência planejada de moradias, comércios e infraestruturas para locais mais seguros.
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