Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Fraudadores cobravam até R$ 100 mil reais por gabarito do Enem, diz polícia

A Polícia Civil repassou à PF investigação que aponta fraudes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

19 dez 2013 - 15h46
(atualizado às 15h53)
Compartilhar
Exibir comentários

A Operação Hemostase da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apontou para a aplicação de fraude no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Pelo menos em Barbacena, na Região Central de Minas, os integrantes da organização criminosa repassaram gabaritos com o resultado das provas do caderno amarelo para garantir a aprovação de candidatos ao exame. No início do mês a mesma operação já havia indiciado 36 pessoas por envolvimento em fraudes no vestibular de Medicina em faculdades particulares mineiras e fluminenses. O preço pago pelos candidatos aos fraudadores variavam de R$ 70 mil a R$ 100mil.

O delegado de Caratinga, Fernando José Barbosa Lima, que presidiu o inquérito, entregou ao delegado federal regional de Investigação de Combate ao Crime Organizado, Paulo Henrique Barbosa, os resultados da investigação da PCMG, já que a atribuição para investigar os casos relacionados ao Enem cabe à Polícia Federal. 

Segundo explicou o delegado da Polícia Civil, pessoas classificadas pelo grupo criminoso como “pilotos” faziam a prova - para garantir o índice de 75% de acerto das questões - e saíam rapidamente dos locais dos exames, fornecendo o gabarito aos coordenadores da organização que, por sua vez, o repassavam para os candidatos, via SMS ou ponto eletrônico. 

Entre as informações e documentos repassados pela PCMG à Polícia Federal estão dois cadernos amarelos que foram apreendidos com um dos chefes da organização criminosa, José Cláudio de Oliveira, de 41 anos, em Barbacena, durante a Operação Hemostase, no dia 3 de dezembro. Com a PF também estão cerca de 30 gravações de conversas entre José Cláudio e o aposentado Quintino Ribeiro Neto, de 63 anos, que também liderava a quadrilha. Há ainda mensagens de SMS contendo parte dos gabaritos e outras em que eles comemoram o índice de acerto das provas.

O inquérito da Polícia Civil chega a quase 3 mil páginas, resultantes de cerca de nove meses de investigação. O delegado federal Paulo Henrique elogiou o trabalho investigativo da Polícia Civil e afirmou que “há fortes indícios de fraude pontual no Enem”. Ele disse que a PF vai agora iniciar um trabalho visando identificar os candidatos que se beneficiaram do golpe, além de dimensionar a amplitude do crime.

A operação que resultou no esclarecimento da fraude foi denominada Hemostase em referência aos procedimentos realizados nos processos cirúrgicos destinados a estancar hemorragia.

A reportagem entrou em contato com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), mas não recebeu retorno até o fechamento da matéria.

Fonte: Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade