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Em ano marcado por pandemia, pedidos de seguro-desemprego sobem 1,9%, a 6,8 milhões

Trabalhadores com 30 a 39 anos e os dos setores de serviço, comércio e indústria foram os que mais solicitaram o benefício em 2020; maior incidência de pedidos se deu de abril a junho, no auge do isolamento

7 jan 2021
20h09
atualizado às 20h10
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BRASÍLIA - Em um ano marcado pelo aumento do desemprego na esteira da pandemia do novo coronavírus, 6.784.102 trabalhadores pediram o seguro-desemprego em 2020, número 1,9% maior que o registrado em 2019, segundo dados do Ministério da Economia.

No saldo final do ano, o avanço acabou sendo mais contido do que indicavam informações de meses como abril e maio, no auge dos impactos econômicos do isolamento social recomendado por autoridades sanitárias devido à covid-19.

Técnicos do governo creditam o resultado ao programa que permitiu a redução de jornada e salário ou suspensão de contratos de trabalhadores, o que ajudou a manter os empregos e atingiu quase 10 milhões de profissionais.

Para o governo, redução de jornada e salário ajudou a manter os postos de trabalho durante a crise.
Para o governo, redução de jornada e salário ajudou a manter os postos de trabalho durante a crise.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Estadão

Entre abril e junho, os pedidos de seguro-desemprego chegaram a subir quase 30% em relação ao mesmo mês de 2019. No primeiro semestre, foram 3,95 milhões de solicitações, 14,8% a mais que igual período do ano passado. Os dados servem de termômetro para o mercado de trabalho formal, uma vez que o benefício é pago ao trabalhador com carteira assinada que é demitido sem justa causa.

Nos últimos meses, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que retrata o mercado formal, registrou gerações recordes de vagas. O resultado de dezembro - mês que costuma ser negativo no Caged - será divulgado no fim de janeiro.

O número de solicitações do seguro-desemprego também desacelerou no último mês de 2020, com 425,7 mil pedidos, queda de 2% em relação a dezembro de 2019.

Como o trabalhador tem até 120 dias após a demissão para pedir o benefício, é possível que o número de solicitações nos próximos três meses reflita dispensas do fim do ano. Nos últimos seis meses, os trabalhadores requereram o benefício em média 37 dias após o desligamento.

O Estado de São Paulo concentra 2 milhões dos pedidos de seguro-desemprego registrados em 2020, seguido de Minas Gerais (761,5 mil) e Rio de Janeiro (525,4 mil).

Por faixa etária, o maior número de solicitações (2,25 milhões) partiu de trabalhadores com 30 a 39 anos. Em seguida vem a faixa dos profissionais entre 40 e 49 anos, com 1,39 milhão de pedidos. Quase dois terços dos trabalhadores que pediram seguro-desemprego (4,05 milhões) eram homens, segundo os dados do Ministério da Economia.

Os trabalhadores que mais precisaram recorrer ao seguro desemprego têm ensino médio completo e renda entre 1 e 1,5 salário mínimo (o equivalente a R$ 1.045 no ano passado). Por setor de atividade, os profissionais que fizeram o pedido vieram principalmente dos segmentos de serviços, comércio e indústria.

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