Monsanto processa fabricantes de vacinas contra Covid-19 por causa de tecnologia de mRNA
A Monsanto processou os fabricantes de vacinas contra Covid-19 Pfizer, BioNTech e Moderna nos Estados Unidos nesta terça-feira por supostamente usarem indevidamente sua tecnologia de RNA mensageiro na fabricação de suas vacinas, confirmou um porta-voz do grupo alemão Bayer, controlador da companhia.
Os processos de violação de patentes afirmam que as empresas copiaram a tecnologia desenvolvida pela Monsanto na década de 1980 para fortalecer o mRNA nas plantações, a fim de estabilizar o material genético usado em suas vacinas.
A Bayer apresentou separadamente uma ação semelhante contra a Johnson & Johnson no tribunal federal de Nova Jersey na terça-feira, argumentando que um processo baseado em DNA que a J&J usou na fabricação de suas vacinas infringiu patente da companhia.
As reclamações da Bayer se somam a uma série de ações judiciais envolvendo patentes que teriam sido usadas no desenvolvimento das vacinas contra Covid.
A Bayer não esteve envolvida no desenvolvimento das vacinas contra a Covid e não fabrica ou vende nenhuma versão delas. A empresa pediu aos tribunais uma quantia não especificada de danos monetários e disse que não está tentando impedir as empresas de fabricar vacinas.
Pfizer e BioNTech faturaram mais de US$3,3 bilhões com as vendas globais da vacina Comirnaty em 2024, enquanto a Moderna registrou vendas de US$3,2 bilhões da Spikevax, de acordo com relatórios da empresa, uma fração do registrado no auge da pandemia.
A Johnson & Johnson parou de vender sua vacina contra Covid nos EUA em 2023.
As ações judiciais da Bayer afirmam que os cientistas da Monsanto foram pioneiros em tecnologia na década de 1980 para reduzir a instabilidade do mRNA para fazer plantações mais resistentes a pragas. A Bayer alegou que a Pfizer e a Moderna utilizaram tecnologia para melhorar a estabilidade do mRNA que infringe uma de suas patentes.