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Delta representa 43,5% das amostras analisadas em SP

Prefeitura alterou a forma de análise das variantes e passou a incluir sublinhagens na identificação de casos

26 ago 2021 11h24
| atualizado às 13h44
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A variante Delta do coronavírus, mais transmissível, foi identificada em 43,5% das amostras reportadas pelo Instituto Butantan na capital paulista entre os dias 8 e 14 de agosto, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Com a última remessa de resultados, a cidade passa a contabilizar 405 casos da cepa identificada originalmente na Índia. No Brasil, essa cepa já está presente em 16 Estados e no Distrito Federal.

Enfermeira de um hospital em Santo André, no Estado de São Paulo, conversa com paciente idosa. 01/01/2021. REUTERS/Amanda Perobelli.
Enfermeira de um hospital em Santo André, no Estado de São Paulo, conversa com paciente idosa. 01/01/2021. REUTERS/Amanda Perobelli.
Foto: Reuters

No exterior, o avanço dessa nova cepa tem freado planos de reabertura econômica. No Brasil, a cidade do Rio suspendeu novas flexibilizações das restrições anticovid por causa da variante. Estudos mostraram que uma dose das vacinas Pfizer e AstraZeneca é insuficiente contra a Delta, mas duas doses dão proteção. Estudo chinês também mostrou que a CoronaVac tem eficácia contra a mutação.

Em 17 de agosto, a capital paulista informava 171 casos da variante. O número cresceu porque as últimas amostras reportadas pelo Butantan seguiram novos critérios de análise recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e passaram a incluir sublinhagens na classificação de casos. Nos resultados referentes à 32ª semana epidemiológica, foram identificadas 209 amostras de três sublinhagens distintas, além de 25 da linhagem Delta original, B.1.617.2.

O restante das amostras em que foi possível distinguir a linhagem apontou para predominância de 53,6% da variante gama, originária de Manaus. Apesar da presença das variantes na cidade, dados preliminares apontam que o número de casos não apresentou curva de crescimento.

As variantes se formam a partir de mutações que o vírus sofre naturalmente ao longo do tempo, explica o infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Segundo o médico, elas ganham interesse quando modificam a estrutura da proteína S, responsáveis por ligar o vírus às células humanas, e eventualmente criam possibilidade de escape vacinal. As sublinhagens nada mais são que o resultado do acúmulo de mutações após a identificação das variantes.

Para conter a disseminação da cepa, a Prefeitura recomenda que todas as medidas individuais de prevenção, como distanciamento e uso de máscara, sejam mantidas com rigor. Até quarta-feira (25), a vacinação com primeira dose na capital alcançou 103% do público-alvo, enquanto outros 49,9% estão com a condição vacinal completa. Ao todo, o município administrou 13.816.854 doses do imunizante.

Na quarta-feira, o governador João Doria (PSDB) afirmou que o Estado vai começar em 6 de setembro a aplicar a terceira dose da vacina contra covid em idosos acima de 60 anos que já tenham completado seis meses da segunda dose.

Estadão
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