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Brasileiro se preocupa com pobreza e sistema de saúde

Entrevistados temem mais a possibilidade de ter um familiar contaminado pela covid-19 do que a possibilidade de se contaminar

14 abr 2020
05h10
atualizado às 07h56
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O que mais preocupa os brasileiros em meio ao avanço do novo coronavírus é a possibilidade de aumento da pobreza. São 74,6% os que se dizem extremamente preocupados com isso, enquanto 68,8% se dizem extremamente preocupados com a possibilidade de colapso do sistema de saúde. Os dados são de pesquisa feita pela empresa de análise de mercado Midas Marketing, e também mostram que a maior parte da população concorda com medidas amplas de isolamento social.

Pedestres são vistos usando máscara de proteção facial pelas ruas do bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro
Pedestres são vistos usando máscara de proteção facial pelas ruas do bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro
Foto: Vanessa Ataliba/Zimel Press / Estadão

Realizada de forma online entre os dias 30 de março e 6 de abril, a pesquisa contou com 504 respondentes, a maioria da região sudeste. Desses, a maior parte, 62,1%, tem renda mensal da residência superior a R$ 7.900, e 48,4% tem pós-graduação. Foram 62,1% os entrevistados do sexo masculino, com 62,5% dos respondentes entre 41 e 60 anos de idade.

Com a disseminação da covid-19, as maiores preocupações econômico-sociais relatadas na pesquisa são com o aumento da pobreza (74,6% extremamente preocupados) e da violência (70,6% extremamente preocupados), seguidas pela preocupação de haver uma recessão econômica (66,1% extremamente preocupados).

No âmbito da saúde, a maior preocupação é de ocorrer um colapso no sistema brasileiro. Foram 68,8% os que se disseram extremamente preocupados com isso. Logo depois vem a angústia de não ter atendimento médico-hospitalar adequado caso necessário (66,5% extremamente preocupados).

Mais pessoas se disseram extremamente preocupadas com a possibilidade de ter um familiar contaminado do que com a possibilidade de se contaminar: as porcentagens foram de 57,4% e 42,6%, respectivamente.

De acordo com a pesquisa, 36,4% dos entrevistados já sentiram impactos financeiros decorrentes da crise de coronavírus, como desemprego, diminuição de renda e de receitas. Nos próximos meses, muitos acreditam que a renda mensal em suas residências diminuirá (62,1%), e alguns acreditam que ficarão sem renda alguma (9,1%). Por conta disso, quase todos os entrevistados estão economizando e cortando gastos (84,7%).

Mesmo assim, a maioria se coloca a favor de medidas amplas de isolamento social. São 62,5% os que concordam com o isolamento para todas as pessoas, 36,3% os que concordam com o isolamento somente para grupos de risco, e apenas 1,2% os que discordam do isolamento social.

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Estadão
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