Itamaraty diz que visita de assessor de Trump a Bolsonaro pode causar 'indevida ingerência' no País
Chanceler Mauro Vieira afirma que assessor do Departamento de Estado só pediu reunião com o governo depois de defesa de Bolsonaro protocolar visita; visto havia sido concedido para conferência sobre minerais críticos
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a visita pretendida por Darren Beattie, assessor do governo Donald Trump ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pode representar "indevida ingerência" nos assuntos internos do Brasil.
No documento, Vieira argumentou que "a visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro".
A resposta foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes após pedido do relator na quarta-feira, 11, para esclarecer a agenda diplomática de Darren Beattie, atual assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão e detenção, em regime fechado, fixada pelo STF. Ele está recolhido na Sala de Estado Maior do 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.
