‘Foi uma cena de terror’: vizinhos relatam ataque de rottweiler que matou menino de 4 anos em SC
Menino foi atacado ao ir para a casa do vizinho da frente; polícia investiga o caso
Uma criança de 4 anos morreu, na tarde desta quinta-feira, em Chapecó, no oeste de Santa Catarina, após ser atacada por um cachorro rottweiler. O menino morava em frente à residência onde o animal estava e foi até a casa para brincar. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
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De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima foi levada até o hospital pelo pai, e a equipe foi acionada somente para prender o cão. Os agentes verificaram que o rottweiler estava no pátio do imóvel e foi preso no canil, ficando sob a responsabilidade dos donos da casa.
À NSC TV, o vizinho Neldi Cúnico contou que escutou o grito da vizinha e foi tentar socorrer. “Quando a gente chegou lá, se deparou com aquilo. Voltei para casa para pegar uma ferramenta para tentar me defender do cachorro. Entre a vida do cachorro e do nenê, eu tentei preservar a do nenê”, explicou.
Ainda segundo ele, não foi necessário usar qualquer força contra o animal, pois o pai da criança interveio. “A sorte é que o pai do nenê chegou, e chamou o cachorro três vezes e o cachorro abriu a boca. E daí conseguimos tirar [a criança] da boca do cachorro".
Em seguida, Carmen Ribeiro, que visitava uma familiar junto com a tia, ajudou o pai da criança a levá-lo para o hospital. Ela afirmou que o menino ainda respirava quando foi colocada no carro.
"Foi uma cena de terror, parecia de filme. O pai estava desesperado, com o filho nos braços, pedindo socorro, e eu não sei de onde vem a força nesse momento. Ele entrou dentro do carro e a gente foi [para o hospital]. Tentamos. Ele estava ainda respirando, mas perdeu muito sangue", declarou.
O menino morreu no início da tarde desta quinta. Segundo a emissora, o casal tutor do animal estava viajando e os dois filhos estavam sendo cuidados pela avó. Foi ela tem abriu o portão para a vítima entrar.
Os vizinhos contaram ainda que a vítima sempre brincava com as crianças da casa onde ocorreu o ataque. "A criança morava na frente e todo dia eles atravessavam a rua, um ia na casa do outro brincar e o cachorro não era estranho para ele. O instinto animal a gente não pode brincar com isso”, finalizou Cúnico.
O caso é investigado pela Polícia Civil.
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