Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Coreias se reúnem pela 1ª vez desde bombardeio de Yeonpyeong

8 fev 2011 - 10h50
Compartilhar

As duas Coreias se reuniram nesta terça-feira para reduzir a tensão na zona fronteiriça pela primeira vez desde o bombardeio norte-coreano à ilha sul-coreana de Yeonpyeong em novembro do ano passado, em um encontro que acabou sem acordos mas que continuará amanhã, quarta-feira.

O coronel sul-coreano Moon Sang-gyun e o norte-coreano Ri San-kwon começaram a reunião às 10h do horário local (23h do horário de Brasília) na vila fronteiriça de Panmunjom, ponto de encontro entre militares de ambas partes, com o objetivo de concluir os detalhes para uma futura reunião de Defesa.

A falta de acordo sobre o conteúdo da agenda, o nível dos negociadores, as datas e o lugar da futura reunião obrigaram o grupo a prolongar as conversas até as 19 h (8h do horário de Brasília) e, finalmente, decidir retomá-las na quarta-feira.

"Foi possível progredir pouco, mas os dois lados concordaram em voltar a se reunir às 10h da manhã de quarta-feira", indicou Kim Min-seok, porta-voz sul-coreano de Defesa.

A Coreia do Norte pede uma agenda "ampla" para reduzir a tensão na península da Coreia, que chegou ao ápice com o ataque a Yeonpyeong, que supôs o primeiro bombardeio de uma zona com civis desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53).

Se alcançarem um acordo, este poderia servir para reunir os ministros da Defesa das duas Coreias na mesma mesa pela terceira vez após a disputa de 60 anos que dividiu o país e finalizou com um armistício no lugar de um tratado de paz.

Para repetir um encontro de titulares de Defesa, como os de 2000 e 2007, a Coreia do Sul exige que o regime norte-coreano se responsabilize pelo ataque à ilha fronteiriça de Yeonpyeong, onde morreram dois civis e dois militares sul-coreanos.

Pyongyang sustenta que o ataque a Yeonpyeong foi provocado por manobras navais sul-coreanas nas proximidades.

Seul, além disso, pede que o regime de Kim Jong-il reconheça que torpedeou em março de 2010 a embarcação de guerra sul-coreana Cheonan, onde morreram 46 tripulantes e cuja autoria a Coreia do Norte rejeitou desde o primeiro momento.

Essa negativa foi a principal razão que, em setembro do ano passado, a última reunião entre militares das duas Coreias se saldasse com um novo fracasso sem reduzir a tensão na instável fronteira no Mar Amarelo (Mar Ocidental).

Pyongyang propôs várias vezes desde o início do ano dialogar com Seul para melhorar as relações intercoreanas e especialmente para reativar projetos conjuntos, como o complexo industrial de Kaesong e o turismo no Monte Kumgang.

As duas zonas supõem uma importante entrada de capital estrangeiro para o empobrecido regime de Kim Jong-il, que também solicita que se retome a ajuda humanitária por parte de Seul e seu aliado americano.

Apesar de tudo, a Coreia do Sul aumentou seu armamento e tropas nas ilhas sul-coreanas do litoral oeste próximas a Coreia do Norte, e nesta terça-feira uma fonte governamental revelou que, além disso, pensa aumentar entre 1,5 mil a 2 mil o número de soldados para reforçar esta nova estratégia.

Coreia do Sul propõe tratar com Pyongyang de maneira bilateral seu programa nuclear, que preocupa cada vez mais Seul e Washington, já que algumas evidências apontam que a Coreia do Norte poderia dispor da tecnologia para enriquecer urânio.

O Governo sul-coreano não deseja fazer concessões a Kim Jong-il se não mostrar uma disposição clara de desarmar-se, depois que as conversas de seis lados para o programa nuclear norte-coreano se suspendessem no final de 2008 pelo boicote unilateral do regime comunista.

Os participantes deste diálogo são as duas Coreias, China, Estados Unidos, Rússia e Japão.

EFE   
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra