0

Desmatamento na Mata Atlântica aumenta 29% e é o maior desde 2008

5 jun 2013
22h04
atualizado em 6/6/2013 às 07h47
  • separator
  • 0
  • comentários
  • separator

A Mata Atlântica perdeu 235 quilômetros quadrados pelo desmatamento entre 2011 e 2012, o que representa um aumento de 29% na destruição, uma situação que nesta quarta-feira, Dia Internacional do Meio Ambiente, foi qualificada por especialistas como um "alerta para toda a nação".

As informações fazem parte do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica e apontam que essa taxa anual de desmatamento é a maior desde 2008. Segundo Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da fundação SOS Mata Atlântica, uma das responsáveis pelo atlas, o país "necessita da participação e da mobilização da sociedade" frente ao problema.

De acordo com o atlas, os Estados de Minas Gerais, Bahia, Piauí e Paraná são os que têm situação mais crítica, já que nesses locais foi constatado um avanço na derrubada da vegetação nativa.

Minas foi o Estado que mais desmatou, responsável por derrubar 107 km² de floresta. A fundação pedirá ao governo estadual que não conceda mais autorizações para o chamado "desmatamento legal", que consiste em substituir a vegetação natural por cultivos agrícolas ou de matérias-primas.

"Neste Dia do Meio Ambiente queremos destacar que esses dados são um alerta para toda a nação e precisamos estar atentos, pois não são suficientes as disposições de lei", disse Mantovani à Agência Efe.

Ainda segundo o atlas, elaborado com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nos últimos 27 anos, o bioma perdeu 18.269 km² de vegetação nativa, uma área equivalente a 12 cidades de São Paulo.

Sustentado nesses dados, o Ministério Público de Minas Gerais iniciou três processos criminais contra proprietários de fazendas que teriam infringido a lei para conseguir autorizações de desmatamento em áreas da Mata Atlântica.

O juiz Manoel dos Reis Morais, por exemplo, interrompeu ontem as atividades de silvicultura em uma das fazendas processadas.

Veja também:

Como era ser uma criança negra na Alemanha pós-guerra
EFE   
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade