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Ypê não afirmou ter atingido 'recorde histórico de vendas' após suspensão determinada pela Anvisa

EMPRESA NEGOU TER EMITIDO COMUNICADO A RESPEITO DO TEMA; DOCUMENTO QUE CIRCULA ONLINE TEM SINAIS DE FALSIFICAÇÃO

12 mai 2026 - 17h18
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O que estão compartilhando: que a Ypê teria informado em um documento ter atingido um "recorde histórico de vendas", mesmo após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter determinado o recolhimento de produtos da marca por motivo de risco sanitário.

Ypê esclarece que não emitiu documentos recentemente a respeito de performance de vendas.
Ypê esclarece que não emitiu documentos recentemente a respeito de performance de vendas.
Foto: Reprodução/Facebook / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. Não há registro do documento no site oficial ou nas redes sociais da Ypê. A empresa negou ter emitido mensagens recentemente a respeito da performance de vendas da marca. O comunicado que circula nas redes tem sinais de falsificação, como erros ortográficos e logomarca incorreta.

Saiba mais: O documento que circula nas redes sociais é datado do dia 9 de maio, dois dias após a Anvisa ter determinado o recolhimento de diversos itens da marca, bem como a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso dos produtos.

O texto falso anuncia "recorde histórico de vendas" após decisão da Anvisa, com aumento de 300% em relação à média dos anos anteriores. Eles agradecem a "extraordinária confiança dos consumidores brasileiros".

A Ypê esclareceu que o comunicado é falso. "Todas as comunicações sobre as decisões e desdobramentos em torno da decisão da Anvisa, publicada em 7 de maio de 2026, são veiculadas com prioridade nos canais oficiais da empresa", informou.

O comunicado tem vários erros. Para começar, a logomarca utilizada para representar a Ypê não é a da empresa. Além disso, a palavra "Número" aparece como "Nomentro". Por fim, a Química Amparo Ltda., dona da marca, não é citada no documento. Confira:

O documento falso viralizou em meio a reações de bolsonaristas em apoio à Ypê. Os apoiadores do ex-presidente acreditam que a Anvisa estaria tentando "boicotar" a marca. Em 2022, executivos da empresa fizeram doações para a campanha de Bolsonaro.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), e o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), entre outros, incentivaram em suas redes sociais o uso de produtos Ypê, contrariando os alertas de risco da Anvisa.

No dia 7 de maio, a Anvisa explicou em nota oficial que a decisão foi tomada após avaliação técnica de risco sanitário em uma das unidades da Química Amparo. Foram identificadas falhas graves no processo de produção, com potencial risco de contaminação por microrganismos nocivos.

No dia 8, a Ypê conseguiu a suspensão dos efeitos da proibição de lotes de seus produtos. Mesmo assim, a Anvisa mantém a orientação de não utilizar os itens. Nas redes sociais, a marca de limpeza explicou que, mesmo com a decisão suspensa, as linhas de produção continuam paradas, a fim de acelerar "trabalhos de aprimoramento".

Estadão
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