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Sacríficio será dividido por todos, diz Bolsonaro a militares ao comentar Previdência

3 jul 2019
11h54
atualizado às 17h51
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira em discurso a militares em São Paulo que a reforma da Previdência atingirá a todos e que os sacrifícios também serão divididos por todos.

11/04/2019
REUTERS/Adriano Machado - RC170CA45630
11/04/2019 REUTERS/Adriano Machado - RC170CA45630
Foto: Reuters

"A reforma da Previdência atenderá a todos, fiquem tranquilos meus colegas das forças auxiliares. O acrifício tem que ser dividido para todos, para que possamos colher os frutos lá na frente", disse o presidente ao discursar durante posse do novo comandante do Comando Militar do Sudeste, na zona sul da capital paulista.

No discurso, o presidente também disse que Executivo e Legislativo não precisam de qualquer pacto assinado no papel, mas sim trabalhar juntos na prática para apresentar e votar projetos que fujam do populismo e permitam que cada um receba aquilo que merece por seu trabalho.

"Nós não precisamos de pacto assinado no papel. O pacto de que nós precisamos com o Poder Legislativo e o Poder Executivo é o nosso exemplo de votarmos matérias, de apresentarmos proposições que fujam do populismo, que estimulem a cada um ser realmente responsável em receber aquilo que recebe pelo suor do seu rosto, pela competência, por sua dedicação", disse.

"O que nós queremos e podemos fazer com a nossa união é um Brasil melhor para todos. Isso tem que sair do papel. Tem que sair do discurso fácil de político, nós temos que dar exemplo, nós do Executivo e do Legislativo. Temos que dar exemplo", acrescentou.

No fim de maio, Bolsonaro realizou um encontro com os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, no qual ficou acertado que os chefes de Poderes trabalhariam na assinatura de um pacto --anteriormente já aventado por Toffoli-- em favor do país.

Ainda não está claro, no entanto, se este pacto irá adiante, após ressalvas feitas por Maia.

A cerimônia marcou a despedida do general Luiz Eduardo Ramos da chefia do Comando Militar do Sudeste para assumir o cargo de ministro da Secretaria de Governo, no qual será responsável pela articulação política do governo com o Congresso.

Bolsonaro também comemorou no discurso o acordo comercial fechado entre Mercosul e União Europeia. Segundo ele, só foi possível avançar depois que os países sul-americanos abriram mão da ideologia política nas negociações.

"Nós consolidamos um dos acordos mais promissores de todo o mundo, o Mercosul. Isso aconteceria quando esse grande bloco da América do Sul não mais se pautasse pelo viés ideológico, e sim pelo viés do livre comércio", afirmou.

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