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Ordens judiciais falsas e aviso de CPF bloqueado: como era central do golpe na Faria Lima

Escolha do centro financeiro de São Paulo para a prática dos crimes tinha como objetivo dar credibilidade aos golpes, aponta DEIC; não foi possível localizar as defesas dos suspeitos detidos

22 jan 2026 - 20h34
(atualizado às 20h42)
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A Polícia Civil de São Paulo desarticulou nesta quinta-feira, 22, uma central de golpes que operava a partir da Avenida Faria Lima, no distrito Itaim Bibi, zona sul da capital paulista.

A utilização do centro financeiro de São Paulo para a prática dos crimes foi uma escolha dos golpistas justamente para dar credibilidade à armação, aponta a polícia.

Ao todo, 12 pessoas foram detidas e encaminhadas para a 4ª Delegacia da DCCIBER (Investigações sobre Lavagem e Ocultação de Ativos Ilícitos por Meios Eletrônicos). Os suspeitos detidos não tiveram a identidade informada, por isso não foi possível localizar as defesas.

Polícia desarticulou central de golpes na Avenida Brigadeiro Faria Lima, centro financeiro de São Paulo
Polícia desarticulou central de golpes na Avenida Brigadeiro Faria Lima, centro financeiro de São Paulo
Foto: Taba Benedicto/ Estadão / Estadão

De acordo com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que esteve à frente das investigações, a empresa usada para aplicar os golpes era híbrida, ou seja, uma parte era usada para fazer cobranças legítimas de dívidas e a outra era voltada às fraudes.

Segundo a polícia, o golpe ocorria da seguinte forma: por meio de informações obtidas de forma ilícita, os bandidos cobravam as vítimas - principalmente idosos - de valores que elas realmente estavam devendo.

Os golpistas faziam a cobrança com envio constante de mensagens que simulavam ordens judiciais falsas ou informavam que a vítima teve o CPF bloqueado.

Registro de tela de computador usado na central de golpes que ficava na Avenida Faria Lima
Registro de tela de computador usado na central de golpes que ficava na Avenida Faria Lima
Foto: DEIC/Divulgação / Estadão

O próximo passo do golpe era direcionar as pessoas para o atendimento telefônico. Por lá, os operadores alegavam trabalhar nos setores de cobrança e jurídico e acabavam ameaçando as vítimas com penhoras, protestos ou bloqueios dos bens caso as falsas dívidas não fossem pagas. Ameaçadas e com medo, as vítimas acabavam repassando os valores aos falsos cobradores.

Durante a operação policial, batizada de Título Sombrio, um dos registros policiais mostra um suposto texto padronizado usado pelo golpista para fazer a cobrança.

"O motivo do contato é referente a uma liminar expedida junto ao TJA (Tribunal de Justiça Arbitral) no CPF [número do CPF] onde foi solicitado o bloqueio de contas e benefícios governamentais a partir das 14h", diz o texto da mensagem.

Conforme a polícia, os criminosos ainda criaram uma rede de empresas para a prática dos golpes, na qual compartilhavam sócios, endereços, dados operacionais e contábeis. Algumas estavam em nome de laranja, aponta a investigação.

A cidade de Carapicuíba, na Grande São Paulo, era outro local usado como base para a prática dos golpes. O local também foi alvo da operação do DEIC.

Estadão
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