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Política

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Zema volta a defender 'privatizar tudo' e diz que pretende baixar IVA para 25% em 10 anos

Pré-candidato do Novo também criticou o volume das emendas parlamentares e afirmou não acreditar no rompimento de seu partido com o PL nos Estados

15 jun 2026 - 11h56
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O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, voltou a defender nesta segunda-feira, 15, a agenda de privatizações no País. Durante participação em painel do Fórum Rumos do Brasil, organizado pela revista Veja, ele disse que pretende "privatizar tudo" e que essas receitas seriam direcionadas para reduzir a dívida pública.

Zema não citou nominalmente quais empresas pretende privatizar, mas, em evento na última semana, em São Paulo, o coordenador para a área econômica do Novo nestas eleições, Carlos da Costa, disse que a Petrobras e o Banco do Brasil estariam incluídos nesse plano de privatizações.

Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

"Se privatizar, o dinheiro vai para abater dívida. Só nisso teremos uma economia gigantesca. A dívida pública está caminhando para R$ 10 trilhões e, com essa taxa de juros, o governo está gastando R$ 1,5 trilhão por ano de juros", disse Zema.

O ex-governador de Minas também criticou o nível de gastos que as emendas parlamentares tomaram do Orçamento e defendeu um maior controle na concessão de benefícios sociais.

Entre suas propostas em um eventual futuro governo, Zema mencionou ainda a necessidade de redução de impostos para atrair investimentos em áreas estratégicas, como a transformação digital. Nesse sentido, ela disse que pretende reduzir a alíquota-padrão do futuro Imposto sobre Valor Agregado (IVA), de 28% para 25% em até dez anos.

Ex-governador voltou a fazer críticas a Flávio Bolsonaro

O pré-candidato do Novo também afirmou que todos os nomes da direita estarão contra Lula no segundo turno, mas voltou a afirmar discordar da ligação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro. Ele também afirmou não acreditar em um rompimento do PL com o Novo no nível estadual por conta das críticas.

O pré-candidato voltou a afirmar que "assombração sabe para quem aparecer" ao destacar não ter se encontrado com Daniel Vorcaro mesmo morando em Belo Horizonte, cidade do banqueiro.

Para Zema, a ocorrência do escândalo envolvendo o Master mostrou a ineficiência de instituições de controle, como Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Receita Federal no País.

O ex-governador de Minas ainda disse que é favorável à definição das organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, em referência à decisão tomada pelos Estados Unidos. Ele disse ser a favor de cooperação internacional para o combate ao crime, mas frisou que o País também tem pessoas capazes para fazer isso.

"Eu enquadraria as facções, organizações criminosas como organizações terroristas, e colocaria toda a estrutura, todo o aparato de segurança nacional que o governo federal tem. Exército, Aeronáutica, Marinha, Polícia Federal, Coaf, Receita Federal. O Brasil precisa de uma força-tarefa para combater o crime que colocou tentáculos em todos os lugares", detalhou.

Entre suas propostas de combate ao crime, o ex-governador mineiro mencionou a proposta de que criminosos que sejam detidos por uma terceira vez não poderiam mais ser colocados em liberdade.

"Virou uma repetição e um modo de vida", disse.

Zema também defende que haja maior rigidez com criminosos que tentam romper tornozeleira eletrônica.

Questionado sobre sua agenda pela moralização do Poder Judiciário e o combate "aos intocáveis", Zema disse se tratar de um grande desafio, mas que pode ser alcançado porque ele não tem "rabo preso" com ninguém.

Pré-candidato defende mudanças no STF

Sobre o Supremo Tribunal Federal, Zema disse que defende que haja uma idade mínima para ser indicado à Corte. "Ir para o Supremo é a mesma coisa que ser papa. A gente não vê ninguém chegar lá no Vaticano para ser papa com 35 anos, como acontece aqui no Supremo. Seria o coroamento de uma longa carreira como um jurista, ou no mundo acadêmico, para alguém que realmente merece", disse o pré-candidato.

Ele também pontuou que o presidente da República tem muita liberdade para fazer indicações aos tribunais no País.

Nesse sentido, ele disse que foi uma "aberração" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar para o STF o seu antigo advogado, em referência ao ministro Cristiano Zanin. "Você precisa eliminar essas aberrações do presidente colocar lá o advogado dele, o ministro dele, o advogado do PT, que é o que tem acontecido. Faltou colocar a mulher e o filho só", reclamou.

Estadão
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