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Política

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Romeu Zema volta a criticar STF e diz que 'frutas podres' não ficarão na Corte

Ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência diz que 'Congresso pode fechar', após ministro Alexandre de Moraes suspender PL da Dosimetria

12 mai 2026 - 15h34
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ENVIADO ESPECIAL EM NOVA YORK - O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República, voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 12. Segundo Zema, caso seja eleito, ele vai brigar pelo impeachment de ministros da Corte e disse que "frutos podres não ficarão" no STF.

"Tenho dito que essas frutas podres que estão no STF não ficarão lá. O vento começou a soprar duas semanas atrás quando um indicado do presidente não foi aprovado no STF. Árvore podre não fica de pé muito tempo, pode durar um tempo, mas cai. No STF temos podridão que é só ter o tempo certo que vão cair", afirmou, em referência à rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga ao Supremo pelo Senado.

O governador participou do evento Lide na Brazil Week em Nova York. Ele também defendeu que haja limite de idade para indicações de ministros da Corte.

"Já temos algumas regras (como proposta de campanha). Primeiro, idade mínima de 60 anos. Alguém que chegue ao Supremo como coroamento de uma carreira, ou como acadêmico ou uma carreira no setor jurídico, participação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ministério Público Federal, que podem estar agregando nessa decisão", afirmou.

Zema também afirmou que quer limitar as decisões monocráticas da Corte e que, após a decisão de Moraes suspendendo os efeitos da Lei da Dosimetria, "podemos fechar o Congresso desse jeito".

"Dá para melhorar a governança, acabar com decisões monocráticas, como essa do último sábado, em que o Congresso vota e um ministro do STF anula numa canetada um voto de mais de 400 parlamentares. Podemos fechar o Congresso desse jeito", disse.

No final de abril, o ministro do STF Gilmar Mendes enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes pedindo a investigação de Romeu Zema por compartilhar em suas redes sociais um vídeo com uma sátira aos ministros da Corte.

Na representação, Gilmar apontou a suspeita de indícios de crime em uma publicação feita por Zema, que deixou o governo de Minas em março para ser pré-candidato à Presidência da República.

Moraes pediu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre a inclusão de Zema no inquérito.

O vídeo publicado por Zema retratava uma conversa entre dois bonecos, caracterizados por desenhos de fantoches, que representariam Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

No vídeo, Toffoli telefona para Gilmar e pede a ele que anule as quebras de sigilo de sua empresa, aprovada na CPI do Crime Organizado do Senado. Com um diálogo marcado por ironias e caricaturas, Gilmar responde que anularia as medidas e pede em troca uma cortesia no resort Tayayá, no qual Toffoli possuía participação acionária.

Estadão
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