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Política

Presidente do PT diz que acatará decisão de Alckmin se ele quiser seguir como vice de Lula

Edinho Silva afirma que presidente terá palanque forte em São Paulo, cita segurança pública como eixo da campanha e confirma conversas com União Brasil e PP

10 fev 2026 - 11h24
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BRASÍLIA E SÃO PAULO - O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira, 10, que o partido respeitará uma eventual decisão do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) caso ele queira permanecer na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição de outubro. Segundo Edinho, a composição ainda não está fechada e caberá ao próprio Alckmin definir o papel que pretende desempenhar na disputa.

A declaração é mais um indicativo de que o PT evita tensionar publicamente a relação com Alckmin e com o PSB, diante das discussões sobre a formação da chapa e à possibilidade de o vice disputar o governo de São Paulo.

"Quando digo que o Alckmin será candidato àquilo que ele quiser é exatamente isso. Se ele entender que o melhor papel que ele pode cumprir é continuar na vice do Lula, nós respeitaremos essa vontade por esses fatores", afirmou em entrevista à GloboNews, completando que "Alckmin tem cumprido um papel fundamental e respeitamos esse papel".

Há meses, o nome de Alckmin vem sendo cotado como um possível candidato ao governo de São Paulo. O vice-presidente nunca demonstrou esse desejo publicamente. As articulações, em geral, são dos petistas, que gostariam de abrir espaço na chapa para um partido de centro, como o MDB.

Edinho afirmou que Lula terá "um palanque muito forte" em São Paulo e disse que o partido trabalha em um programa voltado, sobretudo, à área de segurança pública. "Um programa de segurança não se resume à letalidade policial. Envolve tecnologia e valorização da carreira", disse, ao citar os baixos salários das polícias paulistas.

Haddad é o nome de São Paulo, diz Edinho

Questionado sobre possíveis nomes para a disputa estadual, Edinho evitou cravar candidaturas, mas reconheceu o peso político do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). "É o principal ministro do governo Lula, uma liderança inquestionável e de São Paulo. Mas ninguém é candidato sem ser convencido a ser candidato", afirmou. "Hoje o ministro Fernando Haddad é o nome de São Paulo."

Aproximação com União Brasil e PP

Edinho afirmou que tem conversado com lideranças do União Brasil e do Progressistas (PP) tanto sobre o projeto nacional do presidente Lula quanto sobre as disputas estaduais. Segundo ele, apesar das divergências, o diálogo é necessário porque as duas siglas integram a base do governo e ocupam ministérios.

"São partidos que participam do governo, têm ministérios. É natural que existam contradições, mas precisamos dialogar para debater o projeto nacional e as eleições estaduais", disse.

Edinho evitou comentar diretamente um encontro com o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, e afastou qualquer possibilidade de mudança na estratégia eleitoral do PT no Piauí para beneficiar o senador.

Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, citado por Edinho Silva ao tratar do diálogo do PT com partidos.
Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, citado por Edinho Silva ao tratar do diálogo do PT com partidos.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado / Estadão

O governador Rafael Fonteles (PT) é candidato à reeleição. Os dois candidatos ao Senado já estão fechados: Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD). Uma das hipóteses para beneficiar Ciro Nogueira, que vai disputar a reeleição no Senado, seria o PT apoiar apenas um candidato ao Senado, facilitando sua campanha. "Nossa tática eleitoral no Piauí está decidida", afirmou.

Sobre o cenário eleitoral, Edinho disse que a "polarização que o Brasil vive é um pouco do cenário político internacional". "O mundo está empobrecido, há um sentimento antissistema, que enfraquece a democracia representativa e explica o fenômeno da polarização no Brasil", destacou.

O presidente do PT disse que a consolidação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato do campo da direita era natural. "Qualquer candidato que se colocasse como representante desse campo na polarização iria se consolidar com muita rapidez, e é isso que aconteceu (com Flávio)", afirmou.

CPI do Master

O dirigente partidário também reafirmou o apoio do PT à instalação da CPI do Master, mas disse que é preciso superar divergências partidárias para construir uma agenda comum.

"Se conseguirmos, mesmo com as divergências partidárias, construir uma agenda de interesse do povo brasileiro que unifique boa parte dos partidos políticos, penso que isso é favorável. Estamos trabalhando nesse sentido", disse.

O Placar da CPI do Master - levantamento feito pelo Estadão para identificar como cada parlamentar se posiciona em relação ao assunto, mostra que, na Câmara, 37 deputados do PT são favoráveis à criação de uma CPI, e, no Senado, seis senadores.

Estadão
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