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Política

CPI do Crime Organizado cancela reuniões e depoimentos de governadores ficam para depois do carnaval

É o quarto cancelamento consecutivo; dessa vez, sessões semipresenciais impediram a realização das oitivas

10 fev 2026 - 12h43
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BRASÍLIA - A CPI do Crime Organizado cancelou a oitiva que faria com os governadores de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e do Rio, Cláudio Castro (PL), nesta terça-feira, 10, e na quarta-feira, 11, respectivamente, em razão do regime semipresencial no Senado.

As sessões desta comissão e da CPI do INSS só voltarão a ser realizadas daqui a duas semanas, depois do carnaval.

Lyra viria acompanhada de sua equipe de segurança no Estado para apresentar uma visão geral sobre o crime organizado no Brasil. "A contribuição dessas autoridades e técnicos é vital para a elaboração do relatório final desta Comissão", afirma o relator, Alessandro Vieira (MDB-SE).

Procurada, a equipe da governadora não respondeu à reportagem sobre o depoimento.

A CPI do Crime Organizado começa 2026 com quatro cancelamentos de sessões consecutivos. Na semana passada, Castro e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), cancelaram a presença.

Castro alegou agenda internacional para faltar. Ibaneis, por outro lado, decidiu indicar o secretário de segurança pública, Sandro Avelar, para falar em seu lugar. Avelar também acabou faltando. No fim, compareceu ao colegiado o número 2 da pasta, Alexandre Patury.

Por isso, o presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES), disse que vai convocar Ibaneis para depor à comissão.

A convocação torna obrigatória a presença de um depoente à CPI, sob pena de crime de responsabilidade, passível de abertura de pedido de impeachment.

Estadão
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