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Política

STJ afasta ministro Marco Buzzi, denunciado por assédio sexual

Ministro fica impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função. Defesa de Marco Buzzi diz que ele não cometeu qualquer ato impróprio

10 fev 2026 - 12h16
(atualizado às 12h25)
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BRASÍLIA - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, nesta terça-feira, 10, afastar o ministro Marco Buzzi. Ele é alvo de duas denúncias por assédio sexual. Os ministros definiram ainda que vão julgar as conclusões da sindicância que apura o caso no dia 10 de março.

"O afastamento é cautelar, temporário e excepcional. Neste período, o ministro ficará impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função", diz a nota do STJ. A decisão ocorreu em uma sessão extraordinária da Corte a portas fechadas.

A defesa do ministro diz que ele não cometeu qualquer ato impróprio e que "a tentativa de julgar e condenar" o magistrado "antes mesmo do início formal de uma investigação" configura um "inaceitável retrocesso civilizacional".

Marco Buzzi foi alvo de duas denúncias por assédio sexual
Marco Buzzi foi alvo de duas denúncias por assédio sexual
Foto: Divulgação/CNJ / Estadão

A decisão, segundo a Corte, foi "em sindicância já instaurada para apuração dos fatos a ele atribuídos".

A primeira acusação veio à tona na semana passada, quando a família de uma jovem de 18 anos procurou ministros da Corte. Segundo os relatos, a vítima passava férias com os pais e a família do ministro no imóvel dele, localizado em Santa Catarina. O ministro teria tentado agarrar a jovem à força.

Além da sindicância no STJ, o caso está sendo investigado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta semana, o CNJ recebeu nova denúncia, de uma mulher que trabalhou com o ministro relatou fatos similares ao primeiro caso. Os dois processos estão sob sigilo no órgão.

Estadão
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