Manter Bolsonaro em regime fechado 'exacerba a vulnerabilidade do ex-presidente', diz PGR a Moraes
Boletim médico mais recente ainda não indica previsão de alta ao ex-presidente, internado no Hospital DF Star
Na manifestação feita a pedido do ministro Alexandre de Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) considera que o atual estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro requer a flexibilização do regime em que ele se encontra. O documento, enviado nesta segunda-feira, 23, afirma que o pedido da defesa pela prisão domiciliar "se fundamenta no pressuposto de que a manutenção do regime fechado exacerba a vulnerabilidade do ex-presidente".
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"Aponta que o quadro clínico de multimorbidades graves expõe a sua integridade vital a risco iminente, sobretudo em face da possibilidade de novos, súbitos e graves episódios de mal-estar", complementa. A manifestação é assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet. Agora, Moraes deverá analisar o entendimento da PGR.
A manifestação elenca os pedidos de prisão domiciliar feitos pela defesa de Bolsonaro. O primeiro, apresentado em 11 de fevereiro, foi negado em decisão monocrática no dia 5 de março. Pouco mais de uma semana depois, o ex-presidente apresentou um quadro de sério mal-estar noturno e precisou ser internado no Hospital DF Star.
Bolsonaro apresentou "um quadro de pneumonia bacteriana secundária, relacionado a comorbidades vinculadas a eventos anteriores ao encarceramento, tendo havido rápida e significativa piora do seu quadro clínico", detalha a PGR.
No dia 19 de março, o Hospital DF Star enviou ao STF o prontuário médico de Bolsonaro. A unidade de saúde informou que o ex-presidente foi diagnosticado com broncopneumonia aspirativa, confirmada via tomografia computadorizada de tórax, em associação a um quadro de injúria renal aguda (IRA).
Com este quadro em vista, a PGR acredita que os cuidados de saúde do ex-presidente extrapolam as possibilidades do sistema prisional.
No último boletim médico divulgado à imprensa, na tarde de domingo, 22, o Hospital DF Star informou que Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ainda sem previsão de alta. Segundo o documento, nas últimas 24 horas, ele manteve-se estável, afebril e sem intercorrências.
"Segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora", diz o boletim.