Frase em camiseta de Monique Medeiros chama a atenção no julgamento do caso Henry Borel
Juíza concede liberdade à mãe do menino Henry que é ré no caso
Monique Medeiros chamou a atenção ao chegar, nesta segunda-feira, 23, ao julgamento do caso Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro usando uma camiseta com a foto do filho acompanhada da seguinte frase: "Eu sou testemunha do amor entre mãe e filho".
Monique responde a acusações graves, incluindo homicídio por omissão qualificada, tortura, coação e fraude processual. De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, ela tinha ciência das agressões sofridas pelo filho e teria permitido que os abusos continuassem. O principal apontado como autor das violências é o ex-vereador e padrasto da criança, Dr. Jairinho.
Os advogados dela, no entanto, sustentam que Monique vivia sob um relacionamento abusivo e que também era vítima de manipulação e violência psicológica. Com base nisso, pleiteiam a absolvição da acusada, alegando ausência de intenção criminosa e incapacidade de reação diante da situação.
Apesar do início da sessão, o julgamento acabou sendo adiado ainda no primeiro dia após a defesa de Dr. Jairinho abandonar o plenário. A decisão foi tomada pela juíza responsável pelo caso, que considerou a conduta dos advogados um ato que comprometeu o andamento regular do júri. Segundo a magistrada, a saída da defesa foi vista como uma estratégia indevida e prejudicial ao processo, o que levou à suspensão da sessão. Com isso, o julgamento deverá ser remarcado para uma nova data, ainda sem definição oficial no momento.
Um dos elementos centrais da acusação é o laudo pericial elaborado pelo Instituto Médico Legal, que concluiu que Henry, de apenas 4 anos, sofreu 23 lesões pelo corpo antes de morrer, em março de 2021. O documento afastou a hipótese de acidente doméstico, reforçando a tese de violência sistemática.
Juíza determina soltura de Monique
A juíza Elizabeth Machado Louro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), decidiu nesta segunda-feira, 23, conceder liberdade a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de 4 anos. A magistrada autorizou a soltura provisória ao considerar que a manutenção da prisão se tornou irregular devido ao tempo excessivo de detenção.
Segundo a decisão, o período prolongado da custódia não se justifica no atual estágio do processo. A juíza destacou que a prisão passa a ser ilegal diante do prazo considerado desproporcional, motivo pelo qual determinou o relaxamento da medida.