Malafaia pede 'jejum pela nação' a apoiadores de Bolsonaro antes de ato na Av. Paulista
Pastor convoca fieis a ficar 12 horas sem comer nesta quinta-feira; ex-presidente é alvo da Polícia Federal
O pastor evangélico Silas Malafaia tem convocado apoiadores para uma manifestação em defesa ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no próximo dia 25, na Avenida Paulista, e propõe que façam um jejum de 12 horas "em favor da nação", nesta quinta-feira, 22.
O ato foi marcado com o argumento de que Jair Bolsonaro quer usar a ocasião para se defender, em meio às investigações da Polícia Federal. O ex-presidente foi um dos alvos da operação Tempus Veritatis e precisou entregar seu passaporte às autoridades. A PF apura a participação de Bolsonaro em uma articulação para dar um golpe de Estado, impedindo as eleições de 2022 ou a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Estou convocando o povo de Deus para que, na quinta-feira, a gente possa fazer um jejum pela nação, um jejum simples, da meia-noite ao meio-dia. Precisamos orar pelo nosso país para que Deus o livre de toda crise" disse o pastor durante culto no Rio de Janeiro.
Essa será a primeira manifestação bolsonarista convocada pessoalmente pelo ex-presidente desde 8 de Janeiro de 2023, quando seus apoiadores atacaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Outros organizadores da manifestação são o ex-ministro da Secretaria da Comunicação Social da Presidência (Secom) Fabio Wajngarten e o deputado federal Zucco (PL-RS).
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), ex-ministros e parlamentares aliados informaram que vão comparecer à manifestação.
Ao Estadão, lideranças do partido do ex-presidente no Congresso Nacional também afirmaram que irão para o ato. É o caso do líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (RJ) e do líder no Senado, Carlos Portinho (RJ).