Script = https://s1.trrsf.com/update-1779108912/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Publicidade

Fachin e Alcolumbre debatem projeto de lei para restringir 'penduricalhos'

Presidentes do STF e do Senado debateram sobre a 'multiplicação de vantagens pecuniárias acessórias' que contribuem para os salários de magistrados ultrapassarem o teto do funcionalismo

25 mai 2026 - 12h57
Compartilhar
Exibir comentários

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se reuniram nesta segunda-feira, 25, para discutir um futuro projeto de lei para limitar os chamados "penduricalhos" pagos a magistrados.

Segundo notas divulgadas pelo Senado e pelo STF, os dois trataram sobre a "multiplicação de vantagens pecuniárias acessórias" que contribuem para os salários de magistrados ultrapassarem o teto do funcionalismo - hoje equivalente ao salário de um ministro do STF, de R$ 46,3 mil.

Em decisão de março, o Supremo autorizou expressamente oito tipos de "penduricalhos" e limitou as verbas indenizatórias a 35% do teto. O adicional por tempo de serviço pode exceder o teto em mais 35%. No total, os salários de juízes e membros do Ministério Público poderão ultrapassar o teto em até 70%.

"Na reunião, também foi destacada a jurisprudência consolidada do STF que considera inconstitucionais vantagens que ultrapassem o teto constitucional ou sejam concedidas sem vinculação a prestação laboral específica. Segundo os presidentes, a questão tem caráter estrutural e demanda solução legislativa ampla, capaz de preservar a valorização das carreiras públicas", diz a nota do Supremo.

As notas ainda informam que Fachin e Alcolumbre decidiram continuar os diálogos institucionais para construir propostas e receber sugestões da sociedade sobre o tema.

Na semana passada, Fachin apresentou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma proposta de resolução para instituir um contracheque único para toda a magistratura. Levantamento do CNJ identificou que há, hoje, mais de 500 registros de "penduricalhos" pagos com nomes distintos. O texto de Fachin será analisado pelo plenário do CNJ nesta terça-feira, 26.

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra