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Tratamento de Lula: entenda em quais casos a radioterapia é indicada contra o câncer

Tratamento de ação localizada combate tumores agressivos inoperáveis, atua na prevenção pós-cirúrgica e trata casos brandos sem metástase

25 mai 2026 - 12h08
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou a contenção de gastos no Orçamento e o congelamento subiu para R$ 23,7 bilhões. Anteriormente, o bloqueio estava em R$ 1,6 bilhão.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou a contenção de gastos no Orçamento e o congelamento subiu para R$ 23,7 bilhões. Anteriormente, o bloqueio estava em R$ 1,6 bilhão.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta segunda-feira, 25, a primeira sessão de radioterapia após a retirada de um câncer no couro cabeludo, em abril. Por nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, o hospital Sírio-Libanês informou que, "após a retirada de lesão basocelular em 24/04/26, optou-se por tratamento complementar com radioterapia superficial preventiva no couro cabeludo, que teve início nesta segunda-feira".

A radioterapia é um dos principais métodos utilizados no tratamento oncológico. Diferente da quimioterapia, que atinge todo o organismo por meio de medicamentos orais ou venosos, a radioterapia ataca as células tumorais por meio de radiações com ação localizada em uma região específica do corpo.

De acordo com o boletim médico, Lula seguirá as atividades diárias sem restrições, mantendo o acompanhamento médico.

Quando o tratamento é indicado

De acordo com especialistas, o procedimento é considerado principalmente em duas possibilidades distintas. A primeira ocorre quando os tumores são muito grandes e agressivos, o que impede que sejam operados diretamente. A segunda indicação abrange casos mais brandos, em que não há registros de espalhamento da doença (metástase).

O método também é utilizado de forma preventiva após intervenções cirúrgicas. O objetivo, nestes quadros, é evitar que a doença volte a se desenvolver no local operado, como ocorre frequentemente no tratamento de sarcomas.

Combinação com outras terapias

A associação da radioterapia com outras formas de tratamento é comum em cânceres mais complexos. Em tumores de reto, por exemplo, o método pode ser aliado à quimioterapia no período pré-operatório. Em alguns pacientes, essa combinação se mostra suficiente para a cura, dispensando a necessidade de cirurgia.

Avanços tecnológicos também permitem o uso de radioterapia de alta precisão aliada à cirurgia robótica, o que ajuda a destruir o tumor preservando tecidos saudáveis e minimizando danos a órgãos vizinhos. Além disso, estudos apontam que a radiação pode tornar o tumor visível para o sistema imunológico, potencializando os efeitos de novas imunoterapias.

Dosagem e efeitos colaterais

A quantidade de radiação aplicada é rigorosamente controlada. Enquanto um exame de raio X expõe o paciente a cerca de 0,002 Sieverts (Sv), a radioterapia pode chegar a 2 Sv em uma única sessão e atingir até 40 Sv no tratamento completo.

Como todo tratamento oncológico, a radioterapia apresenta efeitos colaterais. As reações mais comuns incluem cansaço, náuseas, vômitos e alterações no apetite. A perda de cabelo também pode ocorrer, sendo mais frequente quando o tumor está localizado na região da cabeça.

Fonte: TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial a partir do acervo do Terra e editado pelo nosso time de jornalistas.
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