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Política

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Alvo da PF, Wagner diz que Lula ligou e deu apoio: 'Fique firme, é uma tentativa de desestabilizar'

Líder do governo no Senado foi alvo de operação da PF nesta quinta-feira, 18, em apuração sobre o Banco Master; parlamentar da Bahia espera manter cargo de liderança na Casa

18 jun 2026 - 16h28
(atualizado às 16h36)
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BRASÍLIA - O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo na Casa, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o telefonou ainda pela manhã desta quinta-feira, 18, para manifestar solidariedade após a operação de busca e apreensão da Polícia Federal horas antes.

Segundo Wagner, nesse telefonema, Lula também reforçou a confiança no senador. "Lula me ligou para dizer 'fique firme, essa é uma tentativa de desestabilizar você, mas conte com minha confiança'", afirmou, em entrevista para a BandNews.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) atua como líder do governo Lula no Senado.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) atua como líder do governo Lula no Senado.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado / Estadão

O senador disse que, ao menos por enquanto, manterá o cargo de líder do governo e que acredita que o presidente o preservará nessa função. "A liderança do governo fica a cargo do presidente Lula, com quem falei hoje, e não acho, sinceramente muito difícil que ele mexa na minha posição pela relação que a gente tem e pela confiança que tem em mim", disse. Wagner mencionou que conhece o presidente há 48 anos.

Nessa mesma entrevista, Wagner deu sua justificativa sobre o apartamento de R$ 2,5 mi, que a PF suspeita ter sido uma propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, a ele. Wagner também disse que Lima é "uma pessoa trabalhadora que cresceu pelo seu trabalho".

Segundo o senador, ele pediu para que Lima comprasse o apartamento e que ele depois recomprasse. Esse apartamento, por sua vez, seria um presente do senador para a filha dele.

"Eu tinha interesse de dar um apartamento, de ajudar a minha filha a comprar um apartamento desse. Augusto Lima é um investidor, e eu disse assim: 'você pode comprar, depois eu vou recomprar, porque o apartamento tá em construção'. E eu teria que vender o apartamento da minha filha pra poder complementar e pagar o apartamento ou ela financiar. Então não tem nenhuma transferência de patrimônio pra mim", disse.

Ele também comentou os US$ 55 mil e 33 mil euros apreendidos no endereço dele, em Brasília. "Eu várias vezes viajei para o exterior, de 2019 para cá, recebi de diárias aproximadamente US$ 70 mil. E outras vezes que fui viajar, comprei do Banco do Brasil dólares e euros. Não tenho nenhuma coisa para esconder", afirmou.

Wagner disse que se encontrou com Daniel Vorcaro em duas situações, por intermédio de Augusto Lima, que era a pessoa a quem era próximo. A primeira foi quando Vorcaro se apresentou como parceiro de Lima nos negócios da Credcesta e quando Wagner indicou Ricardo Lewandowski para integrar a área jurídica do Banco Master.

O líder do governo Lula no Senado disse que respeita a operação de busca e apreensão sofrida, mas também mostrou incômodo. "Evidentemente que eu reconheço que tem gente com muitos mais milhões recebidos que não tiveram essa busca e apreensão. Mas decisão a gente cumpre", disse.

Lima foi o responsável por comprar uma rede estatal de supermercados do governo da Bahia em 2018, quando Jaques Wagner era secretário do Desenvolvimento Econômico do governo de Rui Costa e comandou o processo de privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). Essa privatização também vendeu o Credcesta, um sistema de cartão de crédito consignado para servidores públicos que posteriormente foi levado para o Banco Master quando Augusto Lima se associou a Daniel Vorcaro. O Credcesta constituía o principal ativo financeiro do banco.

Estadão
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