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Polícia

Traslado de brasileiro morto na Austrália é autorizado a parentes

3 abr 2012 - 11h48
(atualizado às 23h53)
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Liz Lacerda
Direto de Sydney

No mesmo dia em que o corpo de Roberto Laudisio foi liberado do necrotério, entidades e associações de defesa dos direitos humanos fizeram uma manifestação na frente do Consulado-Geral do Brasil em Sydney para pedir justiça e transparência nas investigações. Mais de duas semanas depois da morte do estudante brasileiro, os parentes foram autorizados a realizar o traslado do corpo ao Brasil.

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Era desejo da família que o jovem fosse enterrado em São Paulo. Segundo uma funerária local, o processo pode custar até US$ 100 mil, porque o corpo precisa ser embalsamado e enviado em um caixão especial, forrado de zinco. Em princípio, os custos são pagos pelos familiares, mas há informações de que um seguro cobriria as despesas.

O corpo saiu do necrotério, localizado no bairro de Glebe, pela manhã. A funerária contratada pela família é responsável pelo encaminhamento das autorizações necessárias para a repatriação. Documentos como o atestado de óbito também precisam ser reconhecidos pelo consulado brasileiro, que presta serviços notarial e cartorial. "A melhor coisa que podemos fazer é ajudar a família, e isso é o que estamos fazendo. Os familiares estão tendo todo o nosso apoio", disse o cônsul-geral do Brasil em Sydney, Américo Fontenelle.

Roberto Laudisio morreu no domingo, dia 18 de março, depois de receber pelo menos três disparos de uma arma de choque, conhecida como taser. Em frente ao prédio do consulado, entidades e associações de direitos humanos na Austrália protestaram contra o uso do equipamento e pediram justiça no caso do estudante. "Ele não estava armado e não era uma ameaça para a polícia, mas foi atingido nas costas", criticou Paul Benedek, integrante da Green Left Association. Segundo ele, mortes provocadas pelo taser não são esclarecidas nos atestados de óbito na Austrália, onde quatro pessoas já morreram em consequência do uso da arma. "Eles sempre atribuem a uma condição médica, como um problema de coração, ou ao uso de drogas", condenou.

Em um documento, entregue ao cônsul-geral, os ativistas pediram que o consulado informe as autoridades australianas "que o governo brasileiro e a população, juntamente com a família Laudisio, merecem uma investigação completa, transparente e independente sobre a verdade dos fatos que levaram à morte de Roberto". "Somos contra a polícia investigar a polícia, porque eles sempre encobrem a verdade, mudando as evidências para proteger a categoria. Isso tem que acabar", concluiu Ray Jackson, presidente da Associação de Justiça Social para os Indígenas.

Em frente ao prédio do consulado do Brasil na Austrália, entidades protestaram contra o uso do taser e pediram justiça no caso do estudante
Em frente ao prédio do consulado do Brasil na Austrália, entidades protestaram contra o uso do taser e pediram justiça no caso do estudante
Foto: Liz Lacerda / Terra
Fonte: Especial para Terra
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