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Polícia

SP: preso advogado acusado de chefiar golpes do plano Collor

5 set 2011 - 22h49
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Wagner Carvalho
Direto de Bauru

Considerado o chefe de uma quadrilha que acessava ilegalmente dados bancários de correntistas para fraudar processos referentes às perdas dos planos Collor e Verão, o advogado Carlos Alberto Martins foi preso na noite desta segunda-feira em sua casa, em Lençóis Paulista (a 301 km de São Paulo), em cumprimento de mandado judicial. Ele foi levado para a delegacia da cidade, onde será ouvido amanhã por promotores do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). O advogado nega as acusações, mas investigações do Ministério Publico (MP) o apontam como o líder de um grupo de pelo menos 10 advogados acusado de comercializar dados bancários.

A quadrilha usava nomes de correntistas, alguns já falecidos, para resgatar correções monetárias de aplicações em poupanças na década de 1990. Um instituto nacional foi criado para legalizar as fraudes. Por meio de gravações telefônicas feitas com autorização da Justiça, as negociações foram flagradas. Segundo o MP, a quadrilha conseguia acesso a dados bancários de todo o País por meio de funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviços às instituições financeiras.

Extratos microfilmes e dados criptografados eram desviados das agências e utilizados para instruir ações judiciais para reclamar as diferenças não pagas aos titulares de contas poupança. Por enquanto, o que se sabe é que o golpe era aplicado em todo o Estado de São Paulo e em algumas cidades de Minas Gerais e do Paraná. Parte dos dados era vendida para outras quadrilhas. Os envolvidos usavam documentos dos clientes com endereços fictícios para se beneficiar.

O MP e as polícias Civil e Federal investigaram o esquema ao longo de um ano. A denúncia contra os acusados deverá ser apresentada ainda nesta semana. Na última quinta-feira, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bauru, Lençóis Paulista e Osasco. De acordo com dados divulgados pelo Gaeco, a quadrilha pretendia levantar cerca de R$ 20 milhões. Martins já cumpriu dois mandatos como vereador em Lençóis Paulista.

Fonte: Especial para Terra
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