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SP: legistas e peritos divergem sobre horários das mortes em chacina

10 ago 2013
22h25
atualizado às 22h28
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Médicos legistas e peritos divergem sobre o horário em que foram mortas cinco pessoas da mesma família no bairro Brasilândia, em São Paulo. A Polícia Civil de São Paulo trabalha com apenas uma linha de investigação, que aponta o filho do casal de PMs mortos, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, como o autor dos disparos. Para os legistas, o pai de Marcelo, o sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Luis Marcelo Pesseghini, foi o primeiro a ser morto. Manchas encontradas no corpo sugerem que o PM pode ter morrido até dez horas antes da família. Para os peritos, as mulheres que estavam na casa da frente - avó e tia-avó do adolescente - foram atacadas primeiro, porque no local o cheiro era mais forte. Os peritos também já sabem que no domingo houve um churrasco na casa. Eles encontraram cerca de vinte latinhas de cerveja vazias, o que poderia explicar a falta de reação do casal. As informações são do Jornal Nacional.

As diretorias do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística se reuniram para chegar a um consenso sobre a ordem em que os quatro adultos foram mortos. A decisão foi a de refazer e aprofundar exames de laboratório. Segundo especialistas, a concentração de elementos químicos nos corpos pode apontar a sequência dos fatos, nas duas casas. Os laudos devem ficar prontos na semana que vem. A polícia não tem dúvidas de que o pai de Marcelo, a mãe, a cabo da PM Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos, a avó Benedita de Oliveira Bovo, 65 anos, e a tia-avó Bernadete Oliveira da Silva, 55 anos, já estavam mortos quando o carro da família passa com os faróis apagados diante de uma câmera na rua. Quem dirigia, segundo a investigação, era Marcelo, que só sai do carro quando está amanhecendo, atravessa a rua e vai para o colégio. Ele voltou para casa de carona. 

Chacina de família desafia polícia em São Paulo
Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na noite de segunda-feira, dia 5 de agosto, dentro da casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Entre os mortos, estavam dois policiais militares - o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo de Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos.

A investigação descartou que o crime tenha sido um ataque de criminosos aos dois PMs e passou a considerar a hipótese de uma tragédia familiar: o garoto teria atirado nos pais, na avó e na tia-avó e cometido suicídio. A teoria foi reforçada pelas imagens das câmeras de segurança da escola onde Marcelo estudava: o adolescente teria matado a família entre a noite de domingo e as primeiras horas de segunda-feira, ido até a escola com o carro da mãe, passado a noite no veículo, assistido à aula na manhã de segunda e se matado ao retornar para casa.

Os vídeos gravados pelas câmeras mostraram o carro de Andreia sendo estacionado em frente ao colégio por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira. Porém, a pessoa que estava dentro do veículo só desembarcou às 6h30 da manhã. O indivíduo usava uma mochila e tinha altura compatível à do menino: ele saiu do carro e caminhou em direção à escola.

Fonte: Terra
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