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Chacina em SP: polícia deve ouvir 4 nesta sexta; MP acompanhará caso

9 ago 2013
10h58
atualizado às 11h25
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O delegado Itagiba Franco afirmou que a Polícia Civil irá ouvir outras quatro pessoas nesta sexta-feira dando sequência às investigações da chacina que aconteceu na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo, em que dois policiais militares, o filho do casal e outros dois parentes foram mortos na própria casa. O Ministério Público de São Paulo passará a acompanhar o caso a partir de hoje.

<p>A morte de cinco pessoas de uma família de policiais militares mobilizou a polícia de São Paulo nos últimos dias</p>
A morte de cinco pessoas de uma família de policiais militares mobilizou a polícia de São Paulo nos últimos dias
Foto: Facebook / Reprodução

O único suspeito do crime até o momento é o adolescente Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, que teria assassinado o pai Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, a mãe, a cabo da PM Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos, a avó Benedita de Oliveira Bovo, 65 anos, e a tia-avó Bernadete Oliveira da Silva, 55 anos. Após o crime, o garoto de 13 anos teria cometido suicídio.

De acordo com Itagiba, dois professores da escola de Marcelo serão ouvidos ainda hoje. Além disso, a Polícia Civil busca outros dois vizinhos que teriam dado declarações importantes à imprensa. Um deles teria dito que Marcelo dirigia o carro com frequência e outro afirmou que observou um carro rondando a casa da família em diversas oportunidades.

“Hoje vamos ouvir dois professores e as próximas pessoas ainda estamos tentando localizar. Estamos com pressa de ouvi-las. Queremos saber principalmente o comportamento do garoto na escola, se ele fez alguma confidência. O que vier, de quem vier, vai nos ajudar para termos uma visão completa do caso”, afirmou o delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.

O procurador-geral de Justiça Márcio Fernando Elias Rosa designou dois promotores para acompanhar o caso. Norberto Joia e André Luiz Bogado Cunha foram designados na tarde da última quinta-feira. O delegado Itagiba disse que a presença do MP dará credibilidade ao caso.

“É uma honra para nos tê-los aqui e isso só pode dar credibilidade ao que estamos defendendo. Eles (promotores) vão acompanhar todas as oitivas etc. A presença deles vai reforçar nossa objetividade e honestidade e a certeza que tudo está correndo bem”, afirmou o delegado.

Itagiba disse ainda que até agora cerca de 15 pessoas foram ouvidas, porém, o que ainda intriga a Polícia Civil é a motivação que o suspeito teria para cometer o crime. “O que me intriga é a motivação. O que ocasionou esse comportamento que o levou, no nosso entender, a tomar aquela atitude?”, questionou o delegado.

<p>Luiz Mauricio Blazeck, delegado geral da Polícia Civil</p>
Luiz Mauricio Blazeck, delegado geral da Polícia Civil
Foto: Eduardo Ferreira / Futura Press

Essa dúvida sobre a motivação também foi citada pelo delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Luiz Maurício Blazek,  que acredita no encerramento do caso quando essa resposta vier. “O que falta é o motivo, todo crime tem um motivo. A partir do momento que tivermos essa informação, poderemos concluir o caso”, disse.

Para Blazek, a investigação é feita da maneira correta e os resultados dos laudos serão importantes para a conclusão do inquérito. “Nada está sendo desprezado. A linha principal ainda é da autoria atribuída ao menino. O caso não está concluído. Aguardamos os laudos que poderão ou não comprovar uma definitiva a essa tese. Vamos investigar até nos sentirmos aptos a dar uma conclusão definitiva”, completou. 

Chacina de família desafia polícia em São Paulo
Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na noite de segunda-feira, dia 5 de agosto, dentro da casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Entre os mortos, estavam dois policiais militares - o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo de Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos.

A investigação descartou que o crime tenha sido um ataque de criminosos aos dois PMs e passou a considerar a hipótese de uma tragédia familiar: o garoto teria atirado nos pais, na avó e na tia-avó e cometido suicídio. A teoria foi reforçada pelas imagens das câmeras de segurança da escola onde Marcelo estudava: o adolescente teria matado a família entre a noite de domingo e as primeiras horas de segunda-feira, ido até a escola com o carro da mãe, passado a noite no veículo, assistido à aula na manhã de segunda e se matado ao retornar para casa.

Os vídeos gravados pelas câmeras mostraram o carro de Andreia sendo estacionado em frente ao colégio por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira. Porém, a pessoa que estava dentro do veículo só desembarcou às 6h30 da manhã. O indivíduo usava uma mochila e tinha altura compatível à do menino: ele saiu do carro e caminhou em direção à escola.

 

Fonte: Terra
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