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SP: delegado diz ter certeza da participação de adolescente em chacina

7 ago 2013
13h54
atualizado às 16h01
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O delegado Itagiba Franco, do Departamento de Homicídio e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, afirmou nesta quarta-feira que não tem dúvidas sobre a autoria da chacina que terminou em cinco mortes entre a noite de domingo e a madrugada de sábado, na zona norte da capital paulista. Para Itagiba, o principal suspeito do crime, o adolescente Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, matou o pai, o sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, a mãe, a cabo da PM Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos, a avó Benedita de Oliveira Bovo, 65 anos, e a tia-avó Bernadete Oliveira da Silva, 55 anos.

<p>A morte de cinco pessoas de uma família de policiais militares mobilizou a polícia de São Paulo</p>
A morte de cinco pessoas de uma família de policiais militares mobilizou a polícia de São Paulo
Foto: Facebook / Reprodução

"Eu não tenho dúvidas (sobre a autoria do crime), mas vamos prosseguir normalmente no sentido de registrar todas as informações que chegaram, fazer comparações e chegar ao denominador comum de que esta linha que estamos seguindo é mais acertada", falou o delegado, que deu detalhes da perícia complementar realizada na noite de ontem.

"No local não tinha sangue nenhum, a não ser nos locais onde estavam os corpos", disse Itagiba, atestando que não foram encontrados vestígios de um eventual sexto elemento na cena do crime.

"Quero deixar claro que ele era um menino muito cuidado, ele foi sozinho de carro e dormiu no veículo. Será que os pais permitiriam que ele passasse a noite inteira fora, sendo que ele tomava uma série de remédios? Com certeza ele sabia que os pais já estavam mortos", acrescentou o delegado.

Apesar da conclusão apresentada pelo delegado, as investigações continuam e o inquérito continua aberto. Para Itagiba Franco, é preciso ter calma e serenidade para que nenhum erro seja cometido.

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Novos elementos
Na manhã desta quarta, a polícia informou que foram encontradas, em um armário, mais três armas que pertenciam ao sargento Luís Perseghini, além de um par de luvas, que estaria no banco de trás do automóvel da mãe, abandonado próximo ao colégio onde Marcelo estudava. De acordo com o delegado, as luvas serão examinadas pela perícia.

Além disso, o delegado informou que a roupa que Marcelo Eduardo vestia no momento da morte não tinha manchas de sangue estranhas, além das provocadas pelo próprio tiro que atingiu a sua cabeça.

Por fim, Itagiba disse acreditar que a avó do adolescente e a tia-avó, que foram mortas na casa ao lado, haviam tomado algum remédio para dormir. "Essa informação me passaram hoje e é uma informação extraoficial. Vamos comprovar depois, mas temos que levar isso em consideração e provar que estavam sob sono profundo na hora da morte", falou.

Críticas ao trabalho da polícia
O policial falou ainda sobre algumas críticas que a polícia vem recebendo ao longo das investigações. Segundo ele, pessoas questionam a possibilidade de um adolescente de 13 anos manusear uma pistola .40 e o fato de a arma ter sido encontrado sob seu corpo. "Tudo pode acontecer no local de crime. Ele atirou e caiu sobre a arma. O que tem de estranho nisso? Ele podia ter caído de costas, ele podia ter caído de bruços, mas caiu sobre a arma", falou.

Sobre o fato de os familiares não aceitarem a versão policial, Itagiba considerou uma reação normal diante do ocorrido. “Isso é plenamente normal. Logicamente que temos a nossa linha, e provamos isso. A família mesmo disse que se chocou quando viram que ele dirigia o carro. Então isso mostra que não estamos inventando nada, apenas demonstrando o que realmente aconteceu e que está levando a responsabilidade ao garoto, mas repito, o inquérito ainda não foi encerrado", disse o delegado.

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Quando foi questionado sobre a dinâmica do crime, o policial resolveu dar a sua versão pessoal dos fatos, já que os trabalhos periciais ainda não foram finalizados. "É difícil informar, pois não houve testemunhas e o que podemos fazer são suposições. Supomos que o policial militar foi morto primeiro, a mãe deve ter ouvido um barulho e correu para sala para socorrê-lo e também foi atingida. E, posteriormente, foram mortos os familiares na casa ao lado", completou.

Devem ser ouvidos, ainda nesta quarta, três vizinhos da família assassinada.

Chacina de família desafia polícia em São Paulo
Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na noite de segunda-feira, dia 5 de agosto, dentro da casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Entre os mortos, estavam dois policiais militares - o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo de Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos.

Garoto teria revelado a amigo desejo de matar os pais

A investigação descartou que o crime tenha sido um ataque de criminosos aos dois PMs e passou a considerar a hipótese de uma tragédia familiar: o garoto teria atirado nos pais, na avó e na tia-avó e cometido suicídio. A teoria foi reforçada pelas imagens das câmeras de segurança da escola onde Marcelo estudava: o adolescente teria matado a família entre a noite de domingo e as primeiras horas de segunda-feira, ido até a escola com o carro da mãe, passado a noite no veículo, assistido à aula na manhã de segunda e se matado ao retornar para casa.

Os vídeos gravados pelas câmeras mostraram o carro de Andreia sendo estacionado em frente ao colégio por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira. Porém, a pessoa que estava dentro do veículo só desembarcou às 6h30 da manhã. O indivíduo usava uma mochila e tinha altura compatível à do menino: ele saiu do carro e caminhou em direção à escola.

Fonte: Terra
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