RS: grupo envolvido em ataques a judeus vai a júri popular
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) informou que 14 jovens acusados de envolvimento com atos violentos contra judeus serão submetidos a júri popular. A decisão foi tomada na terça-feira pela juíza de Direito Marta Borges Ortiz, da 2ª Vara do Júri de Porto Alegre. Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, os réus integravam uma gangue de skinheads que pregava o preconceito a judeus, negros, homossexuais e punks e praticava delitos contra esses grupos.
Os 14 jovens responderão por um ataque ocorrido em 2005, nas proximidades de um bar na rua Lima e Silva, no bairro Cidade Baixa, região boêmia de Porto Alegre. Ao serem informados da presença de judeus, os denunciados teriam saído do interior do bar e, utilizando faca e canivete, teriam agredido Rodrigo Fontella Matheus, Edson Nieves Santanna Júnior e Alan Floyd Gipsztejn, que conversavam distraidamente.
Edson e Alan conseguiram se desvencilhar e fugir dos agressores. Com a ajuda de terceiros, Rodrigo foi socorrido e recebeu atendimento médico. Os skinheads fugiram do local.
Segundo o MP, os Skinheads veiculavam ideias discriminatórias pela internet, divulgando letras de músicas, fotografias e imagens com mensagens de conteúdo anti-semita e nazista, pregando a supremacia da raça ariana.
Ainda não há data prevista para o julgamento. De acordo com a sentença, Valmir Dias da Silva Machado Júnior, Israel Andriotti da Silva, Leandro Maurício Patino Braun, Laureano Vieira Toscani, Daniel Vieira Sperk, Leandro Comaru Jachetti, Thiago Araújo da Silva, Rafael Barbosa Coitinho, Marcelo Moraes Cecílio e Fábio Roberto Sturm deverão ser julgados por tentativa de homicídio, formação de quadrilha e por preconceito. Já Rodolfo Waterloo Monteiro, Luzia Santos Pinto, Ana Paula Peluso Dutra e Vanessa Veríssimo Silveira deverão responder por formação de quadrilha e preconceito.