RJ: Justiça manda PMs acusados da morte de engenheira a júri popular
Dois policiais serão julgados por tentativa de homicídio e fraude processual por alterarem o local do crime, assim como dois comparsas
A Justiça do Rio de Janeiro decidiu mandar para júri popular os quatro policiais militares acusados de participação no assassinato da engenheira Patricia Amieiro, ocorrido em junho de 2008. Marcos Paulo Nogueira Maranhão e Willian Luis do Nascimento serão julgados por tentativa de homicídio e fraude processual por alterarem a cena do fato, mesmo crime pelo qual serão acusados seus colegas Fábio da Silveira Santana e Márcio Oliveira dos Santos.
Juíza declara morte presumida de engenheira desaparecida no Rio
Os policiais militares, que sempre alegaram inocência no caso, ainda podem recorrer da decisão antes da definição de uma data para o julgamento. Eles vão esperar o júri em liberdade. Segundo o juiz Fabio Uchôa, da 1ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, há indícios fortes do envolvimento dos quatro na morte da engenheira com base em provas testemunhais. Perícias encontraram marcas de tiros no carro de Patricia e os projéteis são compatíveis com as armas dos policiais.
Patricia foi morta na madrugada do dia 14 de junho de 2008, quando retornava de uma festa na Urca, zona sul do Rio, para sua casa na Barra da Tijuca, zona oeste. Seu carro foi encontrado dentro do canal de Marapendi. Inicialmente o caso foi tratado como acidente, mas como o corpo da engenheira nunca foi encontrado, se abriu uma investigação para tratar do homicídio.
Com base na investigação, o Ministério Público alega que Maranhão e Nascimento atiraram no carro da engenheira quando ela saía do túnel do Joá. O automóvel desgovernado ainda se chocou contra dois postes antes de parar. Mais tarde, com a ajuda dos outros dois policiais militares, eles jogaram o carro dentro do canal e ocultaram o cadáver de Patricia. O corpo da vítima nunca foi encontrado, embora a Divisão de Homicídios tenha feito inúmeras diligências.