Empresa de médico que matou colegas diz que crime foi 'fato pessoal e isolado' de sócio
Cirmed, que tem como um de seus donos o médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, afirma que episódio 'não corresponde aos valores e princípios da instituição'
A empresa do médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, que matou dois colegas de profissão a tiros na última sexta-feira, 16, disse que o episódio ocorreu em "âmbito estritamente pessoal". Em nota publicada nas redes sociais, a Cirmed classificou o caso como "fatos pessoais e isolados do sócio" e disse que o ocorrido "não corresponde aos valores e princípios da instituição".
"A empresa esclarece que o ocorrido não corresponde aos valores e princípios da instituição. Os fatos pessoais e isolados do sócio não se confundem com suas atividades institucionais, assistenciais, operações, contratos ou rotinas internas. A empresa reforça seu compromisso com a governança, a gestão administrativa, operacional e técnica da companhia, além de respeito ao próximo, às leis e às instituições sociais e jurídicas", diz o comunicado.
A empresa também afirmou que não haverá qualquer prejuízo à continuidade dos serviços essenciais e contínuos, das obrigações contratuais, legais e regulatórias aplicáveis.
Os médicos Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos, foram mortos na última sexta-feira, 16, após serem baleados por Carlos Alberto Azevedo Silva Filho durante um desentendimento em Barueri, na região metropolitana de São Paulo.
A confusão começou dentro de um restaurante na Avenida Copacabana, no bairro Alphaville Plus, e continuou na parte de fora do estabelecimento.
Silva Filho, de 44 anos, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. O caso foi registrado como homicídio e localização/apreensão de objeto pela Delegacia de Barueri.