Polícia investiga se médico matou colegas em SP por ‘rixa’ sobre contratos na área da saúde
Atirador e uma das vítimas são donos de empresas de gestão hospitalar; testemunhas afirmaram à polícia que eles já tinham uma 'rixa'
A Polícia Civil investiga se a morte de dois médicos por um colega em Barueri, SP, foi motivada por disputa em contratos de gestão hospitalar; o suspeito, preso em flagrante, responderá por duplo homicídio qualificado.
A Polícia Civil investiga se o médico que matou outros dois médicos, em Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo, teria cometido o crime motivado por disputa em contratos de gestão hospitalar. Carlos Alberto Azevedo Filho, de 44 anos, foi preso em flagrante e, após passar por audiência de custódia, teve a preventiva decretada.
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As vítimas são Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35. Eles se conheciam e acabaram se encontrando, ocasionalmente, na noite de sexta-feira, 16, em um restaurante na Avenida Copacabana, onde foram assassinados já do lado de fora do estabelecimento.
Carlos Alberto e Luís Roberto são donos de empresas de gestão hospitalar e disputavam contratos públicos, segundo a TV Globo. "Familiares relataram que já havia essa rixa [por causa dos contratos. Havia, segundo eles, ameaças de ambas as partes", declarou o delegado Andreas Schiffmann à emissora.
O crime
Imagens de câmeras de segurança exibidas pela TV mostram Carlos Alberto de camiseta branca já dentro do restaurante. Ele cumprimenta os colegas e, pouco depois, bate em Luis Roberto. Depois, troca socos com Vinicius.
Ao Terra, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que a Guarda Civil Municipal foi acionada para verificar a denúncia de um indivíduo armado no interior do restaurante. Ele teria sido revistado e nada foi encontrado com ele.
Conforme mostrado pela emissora, já fora do restaurante, é possível ver nas imagens Luís e Vinícius conversando, até que Carlos Alberto se aproxima com a arma em punho e atira contra os dois. Os médicos saem correndo, mas acabam alvejados.
Uma testemunha afirmou que o atirador recebeu uma bolsa da mulher que o acompanhava, depois de ter sido revistado. O delegado quer saber se ela ajudou no crime. O médico tem registro de CAC (colecionador, atirador esportivo e caçador), o que não lhe dá o direito de andar armado.
A pasta afirmou que a arma usada no crime foi apreendida, bem como as cápsulas deflagradas, uma bolsa, documentos diversos e R$ 16.140 em espécie. Carlos Alberto responderá por duplo homicídio qualificado. A reportagem não localizou a defesa dele até o momento.