MP do Rio não viu necessidade de internar menor investigado por estupro coletivo, diz TV
Ele também é suspeito de ter participado de outro crime semelhante, ocorrido em 2023
Após a Polícia Civil pedir a apreensão do menor de idade envolvido no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) não viu necessidade de mandar internar investigado. Ele é suspeito de outro crime do mesmo gênero. A informação é da Globo News.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Segundo a emissora, ainda no sábado, 28, a Polícia fez o pedido à promotoria para que o órgão representasse pela apreensão do menor. No entanto, no mesmo dia, o MP se manifestou contrário ao pedido.
Em manifestação enviada na última segunda-feira, 2, à Vara da Infância e da Juventude, o promotor Carlos Marcelo Messenberg, da 1ª Promotoria da Infância e da Juventude Infracional da capital, pediu que a Justiça negasse o pedido de apreensão desse menor. Isso ocorreu quando ainda só havia uma denúncia na polícia contra ele.
Nesta semana, uma segunda víitma registrou na 12ª DP (Copacabana) que havia sido vítima de estupro coletivo. Na época, em 2023, tanto a menina quanto o menor tinham 14 anos.
Em nota ao Terra, o Ministério Público afirmou que, em relação ao adolescente investigado por participação nos fatos, o órgão representou para que ele respondesse por ato infracional análogo ao crime investigado, não tendo sido solicitado, naquele momento, pedido de internação provisória. Mas alegou que eventuais medidas cautelares podem ser requeridas no decorrer da investigação.
“Quanto ao pedido de medida urgente apresentado pela autoridade policial no plantão judiciário, a manifestação do promotor de plantão foi no sentido de que a análise do caso não configurava hipótese de apreciação em regime de plantão, devendo ser submetida ao juízo natural responsável pelo processo”, finalizou.
Adolescente atraiu a vítima de 17 anos
Conforme a investigação, o rapaz menor de idade é quem teria atraído a vítima para uma emboscada, em um apartamento localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro. Segundo a vítima, eles eram colegas de escola e teriam tido um relacionamento entre 2023 e 2024. No dia do crime, em 31 de janeiro, a vítima mantinha relação sexual com ele, quando foi surpreendida pela entrada dos suspeitos no quarto.
Após discussão, os adultos tiraram a roupa e passaram a beijar e apalpar a menor, sem consentimento. Ela relatou, ainda, que foi forçada a praticar sexo oral e sofreu penetração por parte dos quatro suspeitos. A vítima também foi agredida com tapas, socos e um chute na região abdominal.
Ao voltar para a casa, ela contou à família sobre a violência sofrida. “Quando eu me deparei com ela, a primeira pergunta que eu fiz é: ‘Eles te deixaram alguma marca?’. Foi quando ela suspendeu o vestido, mais ou menos até aparecer a nádega, e eu fiquei desesperada e só catei os documentos e falei: ‘Vamos para a delegacia'", relatou a mãe à TV Globo.
Outros envolvidos
Até o momento, dos quatro adultos réus no processo, foram presos Matheus Verissimo Zoel Martins, 19, João Gabriel Xavier Bertho, 19, e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18, filho José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Rio. Todos eles se entregaram à Polícia após serem considerados foragidos.
Ainda segue foragido Bruno Felipe Allegretti, 18. Os quatro já são considerados réus, depois da Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente (VECA) aceitar a denúncia feita pelo Ministério Público.
A reportagem tenta localizar a defesa dos acusados.
-1iepyt2yewnqq.jpg)