Clube de futebol afasta jogador procurado por estupro coletivo de adolescente no RJ
Quatro homens entre 18 e 19 anos são considerados foragidos pela Polícia Civil; veja suas identidades
O Serrano Football Club, time de futebol de Petrópolis, no Rio de Janeiro, anunciou ter afastado e suspendido o contrato do jogador João Gabriel Xavier Bertho, no domingo, 1º. O atleta está sendo investigado pela Polícia Civil e é considerado foragido. Ele é suspeito de ter participado do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos ocorrido em Copacabana, na capital fluminense.
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"O Serrano FC informa que tomou conhecimento do indiciamento do atleta João Gabriel Xavier Bertho em investigação da Polícia Civil. Entendemos a gravidade da situação e reforçamos que o clube repudia veementemente qualquer forma de assédio ou violência. O atleta está afastado e seu contrato suspenso. Estamos acompanhando de perto o desenrolar do caso e os desdobramentos da investigação", informou o clube em nota.
João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, é um dos quatro foragidos no caso. Além dele, estão sendo procurados: Bruno Felipe Allegretti, 18, Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 e Matheus Verissimo Zoel Martins, 19. No mesmo caso, a Polícia Civil investiga o envolvimento de um menor de idade. Contra ele, a Vara da Infância e da Juventude desmembrou a apuração e expediu ordem de apreensão.
O crime teria ocorrido na noite de 31 de janeiro passado, em um imóvel localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro. À Polícia Civil e na presença da avó, a adolescente depôs que, na ocasião, foi convidada ao apartamento pelo menor de idade. Eles eram colega de escola e, segundo a vítima, tiveram um relacionamento entre 2023 e 2024.
A jovem aceitou o convite e foi ao apartamento. Enquanto os adolescentes mantinham relação sexual, a vítima conta ter sido surpreendida pela entrada dos suspeitos no quarto. Após discussão, os adultos tiraram a roupa e passaram a beijar e apalpar a menor, sem consentimento.
Ela relatou, ainda, que foi forçada a praticar sexo oral e sofreu penetração por parte dos quatro suspeitos. A vítima também foi agredida com tapas, socos e um chute na região abdominal.
Quando conseguiu deixar o local, avisou familiares sobre o ocorrido e, então, foi à delegacia com a avó. O crime foi registrado na 12ª Delegacia de Polícia do Rio. Segundo o delegado Ângelo Lages, responsável pelo inquérito, o estado em que a vítima chegou à delegacia chamou a atenção dos policiais.
"Chegou muito lesionada, sangrando. No mesmo momento, tentamos fazer a prisão em flagrante, fomos até o local onde o crime tinha acabado de acontecer, mas infelizmente naquele momento não conseguimos", disse em entrevista à TV Globo.
Segundo o delegado, os pilares da investigação foram os laudos dos exames de corpo de delito e a captação de imagens do prédio onde o crime aconteceu, o que permitiu ter "a certeza da autoria e da materialidade para conseguir os mandados de prisão".
"Tratamos esse caso como uma emboscada planejada, ela foi levada a erro pelo menor, que já tinha um relacionamento anterior com ela. Ela achou que estava para ter um encontro romântico com esse menor infrator, só que, quando chegou no local, tinham mais quatro adultos. Ela sofreu violência sexual, física e psicológica", destacou Ângelo.
O delegado complementou que os quatro suspeitos deverão responder pelo crime de estupro qualificado pelo fato da vítima ser menor de idade e com agravente de ter sido realizado de maneira coletiva.