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Polícia

RJ: esquema de sonegação de IPVA causa rombo de R$ 2 milhões

Operação Gato Mestre contou com o apoio da Secretaria Estadual de Fazenda do Rio de Janeiro

18 out 2013 - 16h32
(atualizado às 20h03)
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Promotor do MP e subsecretário da Fazenda do RJ falaram à imprensa
Promotor do MP e subsecretário da Fazenda do RJ falaram à imprensa
Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado do Rio Janeiro (MP-RJ), com apoio da Secretaria Estadual de Fazenda, deflagrou nesta sexta-feira a Operação Gato Mestre, que desvendou um esquema de sonegação fiscal do IPVA de veículos do Estado, que envolveu, até o momento, um auditor fiscal da Receita, dois agentes fazendários e um despachante. Entre maio e setembro deste ano, período em que as investigações foram realizadas, constatou-se um rombo de R$ 2 milhões aos cofres públicos.

"A investigação segue em curso e mais pessoas devem estar envolvidas", afirmou o promotor Rubem Vianna, coordenador da Coordenadoria de Combate à Sonegação Fiscal (Coesf) do MP-RJ. O esquema funcionava da seguinte forma: com acesso ao sistema da Receita, os acusados alteravam a alíquota de veículos de pessoa física (entre 2% e 4%) para carros de locadora (0,5%). Em apenas dois meses, mais de mil documentos foram fraudados.

Até o momento, foi constatada a presença no esquema do auditor fiscal Marcelo Sardinha Aranha de Araújo, do agente fazendário Ignácio Maia Filho, ambos lotados na Inspetoria Especial de Fiscalização 09/IPVA, e de José Rangel Neto, agente lotado na Corregedoria da Secretaria Estadual de Fazenda, além do despachante Luciano Corrêa.

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Todos os servidores foram afastados de seus respectivos cargos e, junto do despachante, que delatou o esquema após ser descoberto, responderão pelo crime de formação de quadrilha e sonegação fiscal. O promotor do MP explicou que eles ainda não foram presos "porque é preciso cautela, o trabalho ainda é longo pela frente, mas já foi solicitada a quebra de sigilo fiscal e bancário" de todos os envolvidos.

O caso foi constatado pela Secretaria de Fazenda, após a implementação de um novo sistema, mais moderno, que acusou as alterações no IPVA - após reduzir a alíquota e com o conhecimento das investigações, os auditores fizeram uma tentativa de apagar os rastros das sonegações para encobrir qualquer tipo de vestígio na participação do esquema.

"Imagina um carro cujo imposto é R$ 2 mil. Para adulterar o documento (alíquota), o agente fazendário cobrava R$ 1 mil. A partir daí, o imposto passava para R$ 200. Sobravam outros R$ 800 para ser repartido entre os demais participantes do esquema", explicou o subsecretário de Política Fiscal da Secretaria de Fazenda do Rio, George Santoro.

Os mais de mil contribuintes envolvidos sabiam do esquema, segundo o promotor e, além de ressarcis os cofres públicos com os valores corretos, com multas e encargos, também serão autuados por crime contra a ordem tributária.

Fonte: Terra
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