RJ: aulas na escola Tasso da Silveira recomeçam após massacre
2 mai2011 - 12h12
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As aulas na Escola Municipal Tasso da Silveira, onde 12 estudantes foram assassinados no dia 7 de abril, em Realengo, no Rio de Janeiro, recomeçaram na manhã desta segunda-feira. No dia 18 do mês passado, os alunos foram recepcionados pelos professores através de atividades artísticas e lúdicas - como pintura e poesia - para que o trauma das crianças fosse aliviado. O prédio passou por reparos e obras.
No dia 18, escola recepcionou os alunos com atividades artísticas e lúdicas
Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e se suicidou logo após o atentado. Segundo a polícia, o atirador portava duas armas e utilizava dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.
Wellington entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Em uma carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão de Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo.
Crianças e adultos destroem um dos bonecos na Malhação de Judas, no bairro do Cambuci, em São Paulo
Foto: Léo Pinheiro / Especial para Terra
Homem segura a "cabeça" do atirador de Realengo, Wellington Menezes de Oliveira, durante a Malhação de Judas
Foto: Léo Pinheiro / Especial para Terra
Os bonecos de Lula e Dilma foram poupados da malhação no bairro do Cambuci, em São Paulo
Foto: Léo Pinheiro / Especial para Terra
Bonecos de Gilberto Kassab, Roger Abdelmassih, Mizael Bispo dos Santos, Ananias dos Santos e outros foram "malhados"
Foto: Léo Pinheiro / Especial para Terra
Participante da Malhação de Judas segura a "cabeça" do prefeito Gilberto Kassab
Foto: Léo Pinheiro / Especial para Terra
Moradores chutam boneco de José Serra "pela baixaria da campanha presidencial do ano passado"
Foto: Léo Pinheiro / Especial para Terra
Homem mostra cartaz com os nomes das pessoas que seriam "malhadas" neste Sábado de Aleluia
Foto: Léo Pinheiro / Especial para Terra
Crianças pisma em boneco durante a brincadeira tradicional de Sábado de Aleluia
Foto: Léo Pinheiro / Especial para Terra
Bonecos do político José Serra e de Luciene Reis Santana, que matou a filha do amante no Rio de Janeiro
Foto: Cris Faga / vc repórter
Políticos e criminosos foram os principais alvos da brincadeira
Foto: Cris Faga / vc repórter
Moradores se divertem na brincadeira
Foto: Cris Faga / vc repórter
Moradores seguram boneco de Wellington Menezes de Oliveira, o atirador de Realengo
Foto: Cris Faga / vc repórter
Crianças participam da brincadeira e batem no "Judas"
Foto: Cris Faga / vc repórter
A malhação do Judas é uma tradição introduzida na América Latina pelos espanhóis e portugueses
Foto: Cris Faga / vc repórter
Após a brincadeira, via fica coberta com os restos dos bonecos
Foto: Cris Faga / vc repórter
Bonecos de Luciene Reis Santana, José Serra e Wellington Menezes de Oliveira ficam destruídos
Foto: Cris Faga / vc repórter
Para acompanhar a festa, a Polícia Militar montou duas barreiras e interditou um trecho de 100 m da rua dos Lavapés