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Polícia

RJ: assassino de criança na Providência confessa crime

3 nov 2010 - 05h15
(atualizado às 05h39)
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Um dia após Camila Evangelista da Conceição, de 9 anos, ter sido achada morta num acesso ao Morro da Providência, no Centro, policiais do 5º BPM (Praça da Harmonia) prenderam o principal suspeito do crime. O marceneiro Jonas Marcelino da Silva, 35, foi detido quando tentava voltar para sua casa, a apenas 100 metros de onde a criança morava com a família. Informalmente, disse aos PMs ter matado Camila porque estava 'doidão'.

Jonas vivia em quarto alugado há dois meses. Segundo vizinhos, ele teria sido visto conversando com Camila na noite de domingo. O suspeito acabou capturado na Rua Coronel Audomaro Costa e teve que ser levado à 4ª DP (Central), porque moradores queriam linchá-lo.

"Ele chorou e disse que se arrependeu. Contou que deu R$ 20 para a garota e que teriam feito sexo. A menina desmaiou, e ele teria dado uma facada nela porque, ao acordar, ela gritou", contaram o sargento Radson e o cabo Barbosa, responsáveis pela prisão. A arma não foi encontrada.

Peritos da Divisão de Homicídios (DH) acharam vestígios de sangue na casa de Jonas, com uso do reagente luminol, já que o piso tinha sido lavado. Foram apreendidos para análise roupas, preservativos e um isopor também com vestígios de sangue. Somente o exame de DNA poderá confirmar se o sangue é de Camila. Segundo as investigações, o suspeito teria levado o corpo de Camila dentro do isopor sobre um carrinho de rolimã até o local onde ela foi encontrada morta.

"Ele confessou informalmente porque estava muito nervoso, se dizendo arrependido. Imagens de uma câmera do local mostram um homem despejando algo de um isopor naquele lugar. Pelos indícios coletados até agora, Jonas foi autuado em flagrante de estupro de vulnerável e homicídio duplamente qualificado", disse o diretor da DH, Felipe Ettore. Se condenado, poderá pegar 45 anos de prisão.

Segundo testemunhas, Jonas vivia oferecendo dinheiro para meninas. "Na madrugada de domingo, eu o vi na Rua Camerino, arrastando carrinho de rolimã com isopor e falando sozinho, fora de si", disse uma vizinha de 22 anos.

Comoção no cemitério, frieza na pensão

Indignados, cerca de 400 moradores da Providência acompanharam o enterro de Camila, no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador. Eles gritaram por justiça e se comoveram com o desespero da família.

"Preferia que esse covarde tivesse me matado", desabafou o pai, José Carlos da Conceição, 59. "Espero que o assassino apodreça na cadeia", completou Maria do Carmo Santos, 50, mãe da vítima.

Na manhã de segunda-feira, numa pensão próxima à Central, Jonas, ao ver a revolta das pessoas com o ocorrido, mesmo os fregueses não sabendo de seu suposto envolvimento no crime, teria dito friamente: "Não é só o matador que é culpado. Os pais também são, por a terem deixado sozinha na rua".

Fonte: O Dia
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