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Polícia

Rio: mídia internacional destaca entrada de tanques em favela

25 nov 2010 - 15h44
(atualizado às 17h39)
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A onda de violência na cidade do Rio de Janeiro ganhou destaque na mídia internacional, nesta quinta-feira, após o reforço de tanques militares em operações da polícia na favela Vila Cruzeiro, no bairro da Penha.

O jornal espanhol deu grande destaque aos confrontos no Rio de Janeiro
O jornal espanhol deu grande destaque aos confrontos no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução

O jornal espanhol El País coloca a seguinte manchete em sua edição eletrônica: "Rio leva tanques para as favelas em uma batalha decisiva contra o narcotráfico", em uma matéria com fotos dos blindados na favela.

O jornal afirma que apesar do apelo feito pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), para que a população retomasse sua rotina, as praias da zonal sul, "área nobre e rica", amanheceram com pouco movimento de veículos particulares e ônibus vazios.

O jornal cita a entrevista do ex-capitão do Bope e roteirista do filme Tropa de Elite 2, Rodrigo Pimentel, ao Terra Magazine, na qual lapidou a frase "Rio, agora ou nunca", ao falar sobre as incursões da polícia carioca.

O periódico inglês The Guardian faz um relato das incursões policiais na quarta-feira, que haviam deixado ao menos 14 mortos até ontem, incluindo uma menina de 14 anos, "morta enquanto navegava na internet", diz trecho da matéria.

Segundo o jornal inglês, as mortes foram geradas por "prolongados combates armados entre a polícia e traficantes de drogas... durante uma série de ações, incluindo uma favela que serve de quartel general para a maior quadrilha de traficantes da cidade".

A publicação relata que a onda de violência começou como resposta do Comando Vermelho à implantação das Unidades de Polícia Pacificadora nas favelas. A publicação cita ainda a declaração de um policial não identificado que afirma que haverão novos ataques.

O francês Le Monde também destaca na capa de sua edição eletrônica a invasão de tanques na favela Vila Cruzeiro. "Brasil: polícia enviou tanques à entrada de uma favela no Rio", diz o título da matéria recheada de fotos dos confrontos. A estatal britânica BBC também dá destaque ao uso de veículos blindados da marinha nas operações policias em favelas cariocas para conter a "onda de violência".

Violência

Os ataques tiveram início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis abordaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha, na altura da rodovia Washington Luis. Eles assaltaram os donos dos veículos e incendiaram dois destes carros, abandonando o terceiro. Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer) que andava em velocidade reduzida devido a uma pane mecânica. A quadrilha chegou a arremessar uma granada contra o utilitário Doblò. O ocupante do veículo, o sargento da Aeronáutica Renato Fernandes da Silva, conseguiu escapar ileso. A partir de então, os ataques se multiplicaram.

Na segunda-feira, cartas divulgadas pela imprensa levantaram a hipótese de que o ataque teria sido orquestrado por líderes de facções criminosas que estão no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. O governo do Rio afirmou que há informações dos serviços de inteligência que levam a crer no plano de ataque, mas que não há nada confirmado. Na terça, a polícia anunciou que todo o efetivo foi colocado nas ruas para combater os ataques e foi pedido o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fiscalizar as estradas. Foram registrados 12 presos, três detidos e cinco mortos.

Na quarta-feira, com o policiamento reforçado e as operações nas favelas, 15 pessoas morreram em confronto com os agentes de segurança, 31 foram presas e dois policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) se feriram, no dia mais violento até então. Entre as vítimas dos confrontos, está uma adolescente de 14 anos, que morreu após ser baleada nas costas. Além disso, 15 carros, duas vans, sete ônibus e um caminhão foram queimados no Estado.

Ainda na quarta-feira, o governo do Estado transferiu oito presidiários do Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio, para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Eles são acusados de liderar a onda de ataques. Outra medida para tentar conter a violência foi anunciada pelo Ministério da Defesa: o Rio terá o apoio logístico da Marinha para reforçar as ações de combate aos criminosos. Até quarta-feira, 23 pessoas foram mortas, 159 foram presas ou detidas e 37 veículos foram incendiados no Estado.

Fonte: Redação Terra
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