Psicóloga foi morta em SP a mando de mulher, diz polícia
A Polícia Civil de São Paulo, que anunciou na quarta-feira ter esclarecido o assassinato da psicóloga Renata Novaes Pinto, da Unifesp, em novembro passado, em São Paulo, afirma não ter dúvidas de que o crime tenha relação direta com a atividade profissional de Renata. Os policiais procuram uma mulher suspeita de ser a mandante do crime. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.
A psicóloga trabalhava no Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) havia 10 anos. Segundo a polícia, ela atuava no atendimento a doentes com enfermidades graves. Ela foi morta com três tiros, quando chegava em casa, na Vila Madalena. Após ser baleada, a vítima chegou a ser levada para o Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos disparos.
A mulher suspeita seria casada com um paciente da psicóloga. Ela teria contratado um ex-policial militar para matar Renata por acreditar que o marido a deixou por conta das orientações dadas pela psicóloga. Anteriormente, a polícia acreditava que um homem havia encomendado a morte como vingança por ter sido deixado pela mulher, paciente de Renata. Outra hipótese é que o crime foi encomendado por uma paciente da psicóloga.
Ontem, o detetive particular Claudemir Macário dos Santos, 57 anos, conhecido como Japonês e ex-sargento da PM, foi apresentado pela Polícia Civil como o quarto acusado pela morte. Ele foi preso no último dia 8 e é acusado de ter recebido R$ 10 mil da mandante do crime para assassinar a psicóloga. Ele teria encomendado o crime ao comerciante José Neudes Rodrigues do Prado, o Alemão, e pago a ele R$ 7 mil. Prado foi preso no dia 3 de julho.
Alemão subcontratou outros dois acusados, Claudemir Rossi Marques, 29 anos, e João Nilton da Silva Moreira, 32 anos, o Uinho. Segundo a polícia, Claudemir foi o condutor da motocicleta que levou o assassino até a casa da mulher. Ele já tem antecedentes criminais por latrocínio (roubo com morte). João Nilton é apontado como o autor dos três disparos e foi preso um dia depois que o comerciante.