Prefeito de Jandira recebeu ameaça e era seguido, diz vereador
11 dez2010 - 12h26
(atualizado às 12h48)
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O prefeito de Jandira (SP), Walderi Braz Paschoalin (PSDB), tinha recebido ameaças por telefone meses antes de ser assassinado. A declaração foi dada na manhã deste sábado pelo líder do governo na Câmara de Vereadores da cidade, Henrique Francisco de Alexandria (PSDB).
"Ele me falou que se sentia ameaçado e tinha percebido há um tempo uma moto seguindo seu carro em uma área de lazer da cidade, que depois ele passou evitar", disse em entrevista ao Terra.
Segundo Alexandria, o clima de insegurança que tomou o poder público municipal pode levá-lo a desistir do cargo. "Eu já passei por atentado de morte. Mas acredito que agora vai dar um basta. Vamos ver o que vai ser desvendado", disse.
Assassinato
O prefeito de Jandira, 62 anos, foi executado por volta das 8h da última sexta-feira, enquanto deixava, acompanhado de seu motorista, um carro em uma rua próxima à rádio Astral, onde participaria do programa semanal Bom Dia Prefeito. Os criminosos fugiram de carro após passarem atirando pelo veículo do prefeito. O motorista, baleado na cabeça, passou por cirurgia no Hospital das Clínicas da capital paulista e estava, no início da noite, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave.
A polícia não descarta a hipótese de crime político, mas espera chegar antes aos autores para divulgar as motivações do assassinato.
Neste sábado, os quatro suspeitos da morte de Paschoalin foram detidos depois que a Delegacia de Homicídios da Seccional de Carapicuíba conseguiu que um juiz decretasse a prisão temporária deles. O pedido foi feito durante a noite pelo delegado Zacarias Katzer Tadros, que escreveu a solicitação por volta das 21h50, após exames comprovarem a presença de resíduos de pólvora nas mãos de mais de um dos quatro detidos.
Henrique Francisco Alexandria se disse amedrontado após assassinato do prefeito