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Polícia

Política de segurança do Rio causa 'mortes a rodo', diz OAB

5 fev 2009 - 18h03
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Daniel Gonçalves

Direto do Rio de Janeiro

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), Wadih Dasmou, criticou nesta quinta-feira a política de segurança do Rio. "Mortes a rodo são o resultado da política de segurança do Estado. Enquanto perdurar essa declaração de guerra, a OAB vai investigar", disse Dasmou.

A OAB-RJ e o Ministério Público do Estado informaram que irão acompanhar atentamente os inquéritos policiais sobre a morte de dez pessoas durante uma operação da Polícia Civil em favelas da zona oeste do Rio na quarta-feira. O presidente da OAB-RJ disse que advogados da instituição participarão das investigações sobre o caso.

Segundo a polícia, os dez mortos eram suspeitos de tráfico de drogas. Entre eles estavam dois menores de idade. Dez escolas e seis creches da rede municipal em Senador Camará, Bangu, Santíssimo e Jabour ficaram fechadas e mais de 6 mil crianças ficaram sem aulas no primeiro dia do ano letivo.

A polícia disse que os suspeitos morreram em confronto com agentes nas favelas da Coréia, Vila Aliança, Rebu e Taquaral. Com apoio da Polícia Militar, cerca de 300 agentes de delegacias especializadas vasculharam ruas e casas nas quatro comunidades à procura do suposto chefe do tráfico Márcio da Silva Lima, o Tola. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, nove dos dez mortos não tinham antecedentes criminais.

O subprocurador geral da Justiça de Direitos Humanos do Ministério Público, Leonardo Chaves, disse que pediu ao chefe da Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, e ao comandante-geral da Polícia Militar, Gilson Pitta, informações sobre como ocorreram as mortes e se as escolas que tiveram as aulas canceladas foram avisadas com antecedência de que haveria uma operação nas comunidades.

Chaves espera receber, o mais rápido possível, informações do Instituto Médico Legal sobre os supostos criminosos assassinados. "É bom que se diga que nós queremos que a polícia faça o seu trabalho, mas dentro da lei. Mandaram 300 policiais para cumprir três mandados e o resultado? Nenhum deles foi preso, tivemos dez mortos e 6,5 mil crianças sem aula", disse o subprocurador.

Ele defendeu ainda a criação de uma perícia independente da que está sendo feita pelo Estado. O subprocurador não quer, por enquanto, cogitar a possibilidade de ter havido execução na operação policial. "Nós temos nossos próprios peritos e vamos usá-los se for preciso", disse Chaves.

A ouvidoria do Ministério Público pediu que testemunhas entrem em contato atraves do telefone 127, para ajudar a esclarecer como ocorreram as mortes.

Fonte: Terra
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