Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Polícia

Polícia desarticula lavagem de dinheiro de Fernandinho Beira-Mar

1 dez 2011 - 10h48
(atualizado às 10h58)
Compartilhar

Sete pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira durante a Operação Scriptus, realizada pela Polícia Civil em cinco Estados. A ação tem como finalidade desarticular um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas comandado pela facção criminosa Comando Vermelho, que dominava o complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. O traficante Fernandinho Beira-Mar é apontado como mentor e usuário do esquema para lavar dinheiro.

Tomada do complexo ocorreu praticamente sem resistência em ação conjunta das polícias Militar, Civil e Federal com Forças Armadas
Tomada do complexo ocorreu praticamente sem resistência em ação conjunta das polícias Militar, Civil e Federal com Forças Armadas
Foto: Adriano Ishibashi / Futura Press

Veja o raio-x da guerra contra o tráfico

Beleza e caos: veja fatos do Rio que encantam e apavoram o mundo

De acordo com a polícia, Beira-Mar usada empresas do Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, onde estão sendo cumpridos 20 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão nesta quinta, para lavar dinheiro. A descoberta ocorreu a partir da análise de 14 retalhos de papel pautado, com manuscritos do traficante apreendidos durante a ocupação do Alemão.

Com os rascunhos, os agentes descobriram como eram adquiridas grande parte das armas e drogas disponíveis na comunidade, além de como era realizada a lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, cerca de dez toneladas de maconha, das 40 apreendidas durante a operação de ocupação, chegaram ao Complexo do Alemão por meio desse esquema.

A investigação também apontou que pessoas físicas e jurídicas, sediadas em Foz do Iguaçu, Mato Grosso do Sul e Belo Horizonte, tinham como função dar uma aparência de legalidade ao dinheiro obtido com o tráfico de drogas. O capital era depositado em suas contas por pessoas que se associaram ao grupo criminoso, exercendo o papel de "agentes depositantes", geralmente moradores da localidade que levavam o dinheiro às agências bancárias quantias expressivas.

Ao perceber essa movimentação, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), em parceria com a Polícia Civil, possibilitou o bloqueio e sequestro dos saldos das contas bancárias envolvidas no esquema, por onde circulavam mais de R$ 20 milhões. A partir daí, será possível atingir o patrimônio dos bandidos, construído com dinheiro ilícito. Os envolvidos no esquema responderão por tráfico de drogas, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Fonte: Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra