Penitenciária mineira vai usar scanner para revistas individuais
O complexo Penitenciário Nelson Hungria (CPNH), na região metropolitana de Belo Horizonte, passará a usar um novo aparelho de revista individual. O Body Scan, que é um aparelho de varredura corporal, será utilizado durante os procedimentos de revistas dos funcionários e visitantes da unidade prisional. Os primeiros testes já foram concluídos e o novo equipamento começa a ser utilizado no próximo sábado.
O scanner tem a capacidade de detectar metais e drogas, inclusive aquelas que tiverem sido ingeridas. De acordo com o secretário de Estado da Defesa Social de Minas Gerais, Lafayette Andrada, a utilização do aparelho reduz o constrangimento da revista e torna a entrada mais ágil, diminuindo o tempo de espera nas filas.
O aparelho
O Body Scan é uma espécie de cabine na qual é possível enxergar dentro do corpo dos funcionários e visitantes. O operador da máquina visualiza a imagem gerada pelo equipamento como uma radiografia dos órgãos, osso, objetos e contorno do corpo. Conforme regulamentado pelo Procedimento Operacional Padrão (POP), em caso de identificação de algum objeto ilícito, o visitante é detido e a Polícia Militar é acionada para lavrar o Boletim de Ocorrência.
O aparelho apenas não será usado nas pessoas que estão em tratamento por radioterapia, grávidas ou portadores de marca passo. Nesses casos, será realizada a revista tradicional.
A princípio, o aparelho será alugado por 36 meses, com um investimento estimado de R$ 19 mil por cada mês de utilização. Uma das justificativas para o aluguel é a possibilidade de eventuais substituições por novas tecnologias, evitando que o equipamento se torne obsoleto.