MG: mãe de menino jogado em rio é presa por incêndio criminoso
- Ney Rubens
- Direto de Belo Horizonte
Uma mulher, 32 anos, foi presa na tarde desta quinta-feira em Belo Horizonte, após tentar provocar um incêndio na casa do homem suspeito de ter mandado assassinar o filho dela, Riquelme Richard da Cruz, 7 anos. Segundo a polícia, ela jogou álcool em um sofá e ateou fogo, que foi apagado por populares. Ela foi levada para 17ª Delegacia Seccional, no bairro Planalto, região norte da capital mineira.
Os tios do menino também prometeram vingança. "Ele não foi o primeiro, mas será o último. Isso não vai ficar assim", disse um deles, que preferiu não ser identificado.
O corpo do estudante foi encontrado boiando no córrego do Onça, região nordeste de Belo Horizonte na terça-feira. Segundo a Polícia Militar, na noite de segunda-feira, o menino foi atraído para um local afastado por uma adolescente de 13 anos e dopado por ela. Em seguida, os dois jovens, o espancaram o jogaram ainda vivo, no córrego do Onça, próximo à avenida Cristiano Machado.
Os três adolescentes estão detidos no Centro de Internação Provisória (CEIP), em Belo Horizonte. Os dois rapazes, que são menores de idade, assumiram o assassinato de Riquelme.
O mandante do crime, segundo depoimento de testemunhas à polícia, seria o dono de um bar, identificado pela Polícia Civil pelo apelido de Zé Rola. No mês passado ele teria ameaçado a família de vingança após uma discussão. O motivo seria uma dívida no valor de R$ 124 que a mãe do garoto teria no bar, que fica próximo a casa da família, no bairro Suzana, região norte de Belo Horizonte.
Testemunhas disseram em depoimento que durante a discussão após o comerciante ter cobrado a dívida da mãe de Riquelme, ela teria chamado a polícia, que encontrou uma quantidade de drogas no bar dele. Em seguida, Zé Rola teria passado a ameaçar a família de vingança, de acordo com a família. Ele foi ouvido pela Polícia Civil e liberado, por falta de provas que o liguem ao crime.
O menino foi enterrado na manhã desta quinta-feira no Cemitério da Paz. Em prantos e muito abalada a mãe do garoto gritou diversas vezes clamando por justiça. "Eu sei que a nossa lei é muito lenta, mas peço ao Estado e a Polícia que façam justiça, que prendam aqueles que fizeram isso com ele", disse.
Durante o cortejo até a sepultura, a avó do garoto passou mal e teve que ser socorrida por uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).