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Polícia

Júri responde a 49 questões para decidir futuro de Lindemberg

16 fev 2012 - 16h45
(atualizado às 16h51)
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Marina Novaes
Direto de Santo André

Os sete jurados que participam do julgamento de Lindemberg Alves Fernandes, responderão nesta quinta-feira a 49 perguntas elaboradas pela juíza Milena Dias, sobre os 12 crimes pelos quais o réu é acusado - entre eles o assassinato de Eloá Pimentel e a tentativa de homicídio contra Nayara Rodrigues. Mais cedo, a promotora Daniela Hashimoto e a advogada Ana Lúcia Assad defenderam suas teses por cerca de três horas, mas a promotora dispensou réplica e encerrou os debates. A sentença deve sair ainda hoje.

"Verificamos a frieza no rosto de Lindemberg", diz advogado:

Relembre o cárcere privado mais longo do Estado de São Paulo

Enquanto respondem aos questionamentos, os jurados ficarão confinados em uma sala secreta, no Fórum de Santo André, para onde foram levados por volta das 15h40 - não há um prazo para que a votação termine.

Os jurados deverão responder apenas com as palavras "sim" ou "não", e não podem se comunicar uns com os outros. O papel com as respostas será depositado em uma urna.

Somente após a votação do júri, com as respostas dos jurados em mãos, a juíza vai elaborar a sentença e decidir a pena do réu, que será divulgada em seguida no plenário do fórum. Ao todo, são 12 séries de perguntas, uma para cada crime de que ele é acusado.

A primeira série é sobre o homicídio de Eloá Pimentel:

1) A vítima sofreu disparo de arma de fogo?

2) O réu foi o autor do disparo?

3) Foi por imprudência?

4) O jurado absolve o réu?

5) Foi por motivo torpe (por vingança)?

6) O crime foi praticado mediante recurso que dificultou defesa da vítima?

A segunda é em relação à tentativa de homicídio contra Nayara:

1) A vítima sofreu disparo de arma de fogo?

2) O réu foi autor do disparo?

3) Foi tentativa de homicídio?

4) O jurado absolve o réu?

5) Foi por motivo torpe (por vingança)?

6) o crime foi praticado mediante recurso que dificultou defesa da vítima?

A terceira série refere-se à tentativa de homicídio contra o sargento Atos Valeriano, da Polícia Militar:

1) A vítima sofreu disparo de arma de fogo?

2) O réu foi autor do disparo?

3) Foi tentativa de homicídio?

4) O jurado absolve o réu?

5) Ele atirou para assegurar a prática de outros crimes?

São mais cinco séries de perguntas sobre o cárcere privado de Eloá, Iago Vilela, Victor Lopes e Nayara - no último caso, são duas séries de perguntas iguais, pois Nayara voltou ao cárcere após ter sido solta:

1) A vítima foi privada de sua liberdade, ficando em cárcere privado?

2) O réu foi responsável pelo cárcere privado?

3) O jurado absolve o réu?

4) A vítima era menor de idade?

Sobre os quatro disparos de armas de fogo - são quatro séries de perguntas, uma para cada disparo:

1) Houve disparo de arma de fogo em lugar habitado?

2) O réu foi autor do disparo?

3) O jurado absolve o réu?

O mais longo cárcere de SP

A estudante Eloá Pimentel, 15 anos, morreu em 18 de outubro de 2008, um dia após ser baleada na cabeça e na virilha dentro de seu apartamento, em Santo André, na Grande São Paulo. Os tiros foram disparados quando policiais invadiam o imóvel para tentar libertar a jovem, que passou 101 horas refém do ex-namorado Lindemberg Alves Fernandes. Foi o mais longo caso de cárcere privado no Estado de São Paulo.

Armado e inconformado com o fim do relacionamento, Lindemberg invadiu o local no dia 13 de outubro, rendendo Eloá e três colegas - Nayara Rodrigues da Silva, Victor Lopes de Campos e Iago Vieira de Oliveira. Os dois adolescentes logo foram libertados pelo acusado. Nayara, por sua vez, chegou a deixar o cativeiro no dia 14, mas retornou ao imóvel dois dias depois para tentar negociar com Lindemberg. Entretanto, ao se aproximar do ex-namorado de sua amiga, Nayara foi rendida e voltou a ser feita refém.

Mesmo com o aparente cansaço de Lindemberg, indicando uma possível rendição, no final da tarde no dia 17 a polícia invadiu o apartamento, supostamente após ouvir um disparo no interior do imóvel. Antes de ser dominado, segundo a polícia, Lindemberg teve tempo de atirar contra as reféns, matando Eloá e ferindo Nayara no rosto. A Justiça decidiu levá-lo a júri popular.

Fonte: Terra
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