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Polícia

Família de Cláudia Ferreira está desamparada, diz advogado

7 abr 2014 - 19h43
(atualizado às 19h47)
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O marido de Claudia, Alexandre Fernandes da Silva, disse que espera punição para os culpados. "Nada vai trazer ela de volta", lamentou
O marido de Claudia, Alexandre Fernandes da Silva, disse que espera punição para os culpados. "Nada vai trazer ela de volta", lamentou
Foto: Diego Reis/Polícia Civil / Divulgação

O advogado que representa a família da auxiliar de serviços gerais Cláudia da Silva Ferreira, baleada durante operação policial no Morro da Congonha, em Madureira, no dia 16 de março, afirma que o Estado do Rio de Janeiro está omisso quanto ao apoio que deveria dar aos parentes. Ela teve o corpo arrastado por mais de 300 metros, preso ao porta-malas de uma viatura policial. 

"Eles (parentes) estão sem tratamento (psicológico). É urgentíssimo, e o estado não faz nada para cuidar disso", afirmou o advogado João Tancredo. Ele entrou com ação na Justiça contra o Estado do Rio no dia 1º de abril e aguarda uma decisão liminar, que pode sair a qualquer momento.

"O pedido é de indenização, pensão, tratamento médico, danos morais, pagamento de funeral e sepultura. A gente indica para o juiz o valor de mil salários mínimos, que é uma indicação, não é um pedido, apontando para ele o critério que foi adotado no caso da chacina da Baixada Fluminense (em 2005, com 29 mortos), os familiares receberam mais ou menos esse valor. Ela ganhava R$ 804, que a gente quer como pensão, e mais o tratamento psicoterápico."

De acordo com ele, dois policiais envolvidos no caso estão presos.

Agência Brasil Agência Brasil
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