DNA revela que amigo de infância matou universitária em Campinas
- Rose Mary de Souza
- Direto de Campinas
Um exame de DNA aponta que o técnico de som Cícero Adriano Lucena da Silva, 25 anos, matou por asfixia a universitária Débora Regina Leme dos Santos, 21 anos, no dia 5 de outubro. O corpo da estudante foi encontrado dentro do carro dela, um Classic Life, no Jardim Santa Marta, em Campinas. Silva está preso temporariamente desde 25 de outubro.
Um amor não correspondido pode ser a causa do crime, segundo o delegado do Setor de Homicídio e Proteção a Pessoa, Luiz Augusto Mita. Os jovens eram amigos desde a época de infância e moravam no Jardim Nossa Senhora de Fátima, em Hortolândia, município vizinho a Campinas.
"Sem dúvida nenhuma o suspeito esteve no carro com a estudante e cometeu o homicídio. O resultado do exame é conclusivo", disse o delegado. Segundo ele, a perícia técnica encontrou restos de pele e cartilagem nas unhas da moça. A polícia solicitou um exame de DNA no material genético de ambos e o resultado foi divulgado na quarta-feira.
Mita explicou que, no começo, o caso estava registrado como latrocínio, roubo seguido de morte, já que a bolsa e o aparelho celular da vítima não foram encontrados. Porém, a polícia chegou até o rapaz a partir de outras pistas. Silva teria comparecido à delegacia prestar depoimento acompanhado de familiares e amigos de Débora. Os investigadores estranharam o fato de ele estar maquiado para esconder arranhões na face. Ao ser questionado, não conseguiu ser convincente e os agentes desconfiaram.
Mãe da vitima ligou para o suspeito
A polícia apurou que o técnico de som pode ter premeditado o crime. Ele teria ido de Hortolândia para Campinas e deixado o carro estacionado no centro. Depois voltou de ônibus para sua cidade e surpreendeu a amiga na saída do trabalho. A seguir, ela enviou uma mensagem via celular para a mãe informando que iria se atrasar. Em seguida, desapareceu.
Conforme o delegado, foram rastreadas as ligações telefônicas no aparelho celular de Cícero. Ele recebera uma ligação da mãe de Débora, que teria acionado vários amigos da moça e estava preocupada com a demora da filha. Para Mita, ficou constatado que em uma das ligações o rapaz estava em Campinas, no local onde o carro com o corpo da jovem foi localizado. "Ela pode ter travado uma luta corporal com ele antes de ele asfixiá-la com o cinto de segurança do carro", acredita.
O caso passa agora a ser considerado como homicídio qualificado. O rapaz nega ter cometido o crime e apenas chora quando é questionado sobre o assunto. Ele continua detido em um Centro de Detenção Provisória. Débora trabalhava e estudava Administração na Faculdade Anhanguera, em Hortolândia, e ainda fazia um curso de Comissária de Bordo, em uma escola de aviação em Campinas.