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"Gostaria que ele ficasse para sempre na cadeia", diz mãe de Eliza

Expectativa é que sentença de Bruno e Dayanne saia nesta quinta-feira

7 mar 2013 10h29
| atualizado às 10h49
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<p>Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, tem expectativa que "se faça justiça"</p>
Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, tem expectativa que "se faça justiça"
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra

Com a expectativa de que “se faça justiça”, a mãe de Eliza Samudio, Sônia de Fátima Moura, chegou ao 4º dia do julgamento do goleiro Bruno Fernandes dizendo esperar que o homem acusado de matar sua filha receba condenação máxima. Sônia ressaltou que, por vontade própria, deseja que Bruno fique atrás das grades pelo resto da vida. “Espero a condenação máxima. Gostaria que fosse para sempre, mas não é possível”, comentou.

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Presente em todos os dias do julgamento, Sônia observou ser difícil encarar diariamente, no tribunal, o ex-goleiro do Flamengo. Em relação ao depoimento prestado ontem, a mãe de Eliza Samudio disse considerar que Bruno não confessou nada, e pediu que ele não receba qualquer tipo de redução da pena, caso seja condenado. “Esperava que ele falasse, indicasse, onde está o corpo da minha filha. Ele não confessou nada, não merece delação premiada”, salientou.

Para Sônia, um indicativo de que Bruno não procurou falar a verdade foi o fato de ele ter se recusado a responder perguntas da acusação. Ela ressaltou que a estratégia foi adotada para evitar que o goleiro caísse em contradição.

O caso Bruno
Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.

Conheça as acusações e penas máximas possíveis contra os réus

Réu Acusações Pena máxima
Bruno Homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio 41 anos
Dayanne Sequestro e cárcere privado do filho de Eliza Samudio 5 anos
 

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza, um motorista de ônibus denunciou o primo do goleiro como participante do crime. Apreendido, jovem de 17 anos relatou à polícia que a ex-amante de Bruno foi mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. 

"Bruno não confessou, ele delatou", diz promotor do caso:

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. 

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão. 

Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson responderiam por sequestro e cárcere privado. 

"Não adianta empurrar para outros", diz advogado de acusação:

No dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo.  O júri condenou Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro, a cinco anos. O julgamento de Bruno e de Dayane Rodrigues do Carmo, ex-mulher do goleiro e acusada de ser cúmplice no crime, foi remarcado para 4 de março de 2013. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do homicídio, teve o júri marcado para abril de 2013. 

Fonte: Especial para Terra
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